ABONG -  - Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais

associe-se

conheça nossas associadas

Procure pelo nome em um dos campos abaixo:

selecione
selecione

Ou faça aqui uma busca detalhada:

selecione
selecione
selecione
selecione
  • APOIO

    • Instituto C&A
  • REDES

    • Action2015
informes - ABONG

25514/11/2003 a 20/11/2003

20 de novembro: Dia Nacional da Consciência Negra

Em 20 de novembro de 1695, era assassinado Zumbi dos Palmares, o grande líder e guerreiro negro, que sonhou com a liberdade e que possibilitou a fundação, no Estado de Alagoas, daquela que foi considerada a primeira república socialista das Américas: o Quilombo dos Palmares. Sua história foi retomada, na década de 1970, pelo grupo gaúcho Palmares que, buscando uma alternativa ao Dia da Abolição da Escravatura (13 de maio), lança o 20 de novembro como o Dia do Negro. Em 1978, o Movimento Negro Unificado Contra a Discriminação Racial - atual MNU, consolida esta data como o Dia Nacional da Consciência Negra. 

Hoje, dados da Comissão Pró-Índio/SP (CPI) mostram que existem no Brasil em torno de 2 mil comunidades rurais remanescentes de quilombos. Conforme a diretora executiva da Fala Preta! Organização de Mulheres Negras, a educadora popular e pedagoga Gláucia Matos, tendo em conta os vários quilombos urbanos, constituídos por famílias negras que resistiram às construções das cidades, "podemos considerar que um quilombo caiu, mas mil se multiplicaram com a força e a coragem do guerreiro Zumbi."

Mas as celebrações deste mês e do dia 20 marcam, muitas vezes, os tristes percursos desta população, até hoje discriminada e segregada em várias instâncias sociais, em muitas partes do mundo. Para Gláucia, uma das características do racismo no Brasil é exatamente a negação da sua existência. "É preciso acabar com a farsa de que vivemos numa democracia racial", protestou. "O racismo no Brasil é um fato destruidor, que precisa ser enfrentado pela sociedade, pelo Estado e pelo poder público, pois temos uma combinação de ações violentas contra a população negra, especialmente contra jovens negr@s, que são levadas a cabo pelo aparelho do Estado através da polícia e do Poder Judiciário." 

Por isto, ela considera que, de um modo geral, datas como o 20 de novembro causam impacto na população e fazem com que o movimento negro e de mulheres negras repensem como avançar e corrigir os percursos da sua luta.


Dados da discriminação racial no Brasil

Conforme dados do Ipea, de 1999, a população negra representa mais de 64% dos 53 milhões de pobres do país, sendo que 69% destes são indigentes. O analfabetismo atinge 25% da população negra - e 10% na população não-negra; no ensino superior @s negr@s ocupam apenas 2% das vagas, enquanto 98% são ocupadas por não-negr@s; 52% dos domicílios ocupados por famílias negras não possuem saneamento básico, contra 28% dos domicílios ocupados por branc@s; 63% das crianças que trabalham indevidamente no País são negras e 37%, não-negras. O trabalho escravo, o subemprego e o desemprego afetam em maior índice @s brasileir@s afrodescendentes; quanto aos salários, as mulheres negras ganham menos que as mulheres brancas, estão na base da pirâmide da exclusão social e da miserabilidade da população brasileira.


falapret@uol.com.br www.falapreta.org.br www.ipea.gov.br

lerler
  • PROJETOS

    • Novos paradigmas de desenvolvimento: pensar, propor, difundir

Rua General Jardim, 660 - Cj. 71 - Osasco- CEP: 01223-010 - São Paulo - SP - Tel.: 11 3237-2122

Horário de funcionamento do escritório: segunda à sábado, das 9h às 19h

design amatraca