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informes - ABONG

2547/11/2003 a 13/11/2003

FSB: 15 mil debatem o outro Brasil necessário

Uma marcha de abertura que mobilizou cerca de 15 mil pessoas no centro de Belo Horizonte (MG), conforme estimativa da Polícia Militar, marcou o início, em 6 de novembro, do I Fórum Social Brasileiro: um evento que contou com representações de organizações da sociedade civil, ONGs, movimentos sociais, redes, fóruns e também vári@s estrangeir@s, representando 22 países. Como ocorrido nas edições do Fórum Social Mundial, aclamações contra a Alca e o FMI encabeçaram os protestos da plural passeata, que terminou na Praça da Assembléia, com um ato pela diversidade.


Ao lado das representações da organização do Fórum, estiveram presentes ao ato o prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel, representantes do governo de Minas Gerais e do governo federal.


Cultura e debates

Conforme Salete Valesan Camba, uma das organizadoras do FSB (Instituto Paulo Freire), estiveram presentes 1.250 entidades, 15 mil pessoas se credenciaram, 23 mil pessoas participaram das atividades da programação oficial, das culturais e das tendas políticas. Desde a marcha de abertura até o encerramento do FSB, passaram por todos os seus espaços cerca de 40 mil pessoas. 

Foram organizadas 250 oficinas, além de cerca de 50 seminários, mesas e painéis. "Consideramos que a participação e o espírito de integração das pessoas no FSB foi muito positivo e não houve nenhum incidente", pontuou Salete. "Também foi muito positivo para nós, da organização, mesmo contando com as dificuldades que tivemos.Só três atividades não deram certo".


Conferências

Seis conferências aconteceram nos três dias de FSB. O primeiro tema em debate, Alca, OMC, e dependência externa: estratégias econômicas de dominação, contou com Sandra Quintela (Campanha contra a Alca), Carlos Juliá (Jubileu Sul/Diálogo 2000), Fátima Mello (Fase/Rebrip) e Luís Fernandes (UFF). A segunda conferência debateu a Globalização Armada e Militarização na América Latina com Maria Luisa Mendonça (Rede Social), Borges (Movimento contra a base militar de Alcântara) e José Arbex, jornalista e escritor. 

No dia 8, a terceira conferência do FSB discutiu uma possível Superação do neoliberalismo por meio de projetos democráticos, populares, não sexistas e anti-racistas de desenvolvimento sustentável. Participaram Nalu Faria (Sempreviva Organização Feminista e diretora suplente da Abong), João Quartim de Moraes (Unicamp), César Benjamin (Consulta Popular) e Jurema Werneck (Criola/Movimento de Mulheres Negras). 

Justiça Social, direitos humanos, igualdade entre mulheres e homens, gerações e superação do preconceito racial no Brasil foram as abordagens da quarta conferência, que teve à mesa Sílvia Camurça (AMB), Leonardo Boff (teólogo e escritor), Mary Castro e Alessandro Gama (MNMMR). No último dia do FSB, mais dois blocos de conferências: debateram Estado e movimentos sociais: repressão, cooperação, cooptação Gilmar Mauro (MST), Luís Marinho (CUT), Valério Arcary e Gustavo Petta (UNE); o sexto e último grande debate - A ação global dos movimentos sociais - contou com a participação de Moacir Gadotti (Fórum Mundial da Educação), Raimunda Mascena (Marcha Mundial das Mulheres) e de Rubens Diniz (UNE-BR/Oclae).


A Abong no FSB

Membros da diretoria e de associadas da Abong - que é integrante Conselho Internacional do Fórum Social Mundial e da sua secretaria - estiveram presentes ao FSB, encabeçando importantes atividades autogestionadas e conferências. A associação manteve um estande para as ONGs filiadas e realizou, com organizações parceiras, o debate Direitos humanos de todos e todas.

O diretor-geral da Abong, Jorge Eduardo S. Durão avaliou que, apesar de algumas limitações, tanto do processo preparatório quanto no tocante à amplitude da participação, o Fórum Social Brasileiro foi um evento bastante positivo, que refletiu a disposição de luta e a crescente mobilização da sociedade civil organizada. "Foi bastante evidente a sintonia dos debates no FSB com a agenda internacional do Fórum Social Mundial e as lutas que traduzem essa agenda para o contexto latino-americano, especialmente a campanha contra a Alca e outras formas de resistência à imposição da dominação dos EUA sobre a América Latina." 

Para Durão, o evento mostrou também a maturidade dos representantes de movimentos sociais, ONGs, redes e articulações no enfrentamento dos desafios da atual conjuntura, procurando implementar suas agendas positivas e manter posições flexíveis, diante das contradições do governo Lula. Ele considera que mesmo a presença indevida de porta-vozes de partidos políticos nas conferências - representantes de fato, embora não tenham se apresentado formalmente como tais -, ainda que destoando das normas cuidadosamente preservadas nos fóruns de Porto Alegre, não deixou de contribuir para a explicitação das diferenças de posições dos movimentos sociais e para o debate democrático. "Como fruto dos debates de que participei - e nesses fóruns cada participante fica condenado a ter uma visão muito parcial -, destaco dois pontos muito positivos: o primeiro, é a iniciativa da luta por uma política de pleno emprego. O segundo, é a construção de consensos sobre a importância da luta pelos direitos humanos e as formas de articular diferentes lutas e movimentos em torno desse eixo". 

Na opinião do diretor de relações institucionais da Abong, José Antônio Moroni, o FSB teve um aspecto positivo, que foi o de externar as preocupações principalmente dos movimentos sociais e das ONGs com os rumos do governo Lula. "Em especial, no que diz respeito à política econômica e à formatação das políticas sociais, que estão se figurando muito mais como políticas compensatórias e não na perspectiva de universalização de direitos", enfatizou. Moroni também considera que o FSB mostrou um aspecto preocupante, que é o perigo da partidarização dos espaços da sociedade civil. "Temos de ter a clareza que o processo de construção do Fórum Social é um espaço da sociedade civil e que o FS tem de ser amplo o suficiente para abarcar todos os atores que se colocam na perspectiva de construção de alternativas ao chamado neoliberalismo."


FSB: www.fsb.org.br. Sobre política de pleno emprego, citada por Durão, ver a página www.desempregozero.org.br.

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