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informes - ABONG

2464/09/2003 a 10/09/2003

ABONG debate a sociedade civil nas novas pautas políticas

No período de 1o a 3 de setembro, a Abong consagrou, em São Paulo, o final de mandato do seu Conselho Diretor - eleito para o triênio 2000-2003 - com o Seminário Internacional O papel da sociedade civil nas novas pautas políticas. Para tal, contou com o apoio da Ford Foundation, da Associación Latinoamericana de Organizaciones de Promoción (Alop), da Fundação Getúlio Vargas (FGV) de São Paulo e da Tory Viagens. Estiveram presentes 400 pessoas, representando os seguintes campos sociais: 53%, ONGs; 22%, vários campos da sociedade; 9% - universidades; 6%, governo; 5%, fundações ; 5%, empresas. 

Participaram das quatro mesas de debates e três conferências 23 reconhecidos militantes e membros de ONGs, redes e movimentos sociais, bem como representações acadêmicas e governamental, que debateram de forma complexa o papel e os desafios da sociedade civil na nova dinâmica internacional, tendo por base os seguintes sete temas centrais: a nova dinâmica internacional; multilateralismo e governança internacional ; a sociedade civil nos espaços públicos internacionais e o lugar das ONGs; o papel da produção de conhecimento na transformação social; ONGs e produção de conhecimento; a sociedade civil nas pautas políticas nacionais; relações entre espaços públicos nacionais e a sociedade civil. 

Os reflexos e desafios da nova dinâmica internacional para a sociedade civil, em geral, e as ONGs, em particular, com as imposições do neoliberalismo e da hegemonia dos EUA - entre as quais, a Alca, os transgênicos, -, a legitimidade de organismos como a ONU, as formas como afetam particularmente mulheres e negr@s, foram realidades examinadas criticamente por participantes como Sérgio Haddad (então, presidente da Abong), Fátima Mello (Rebrip/Brasil), Christophe Aguiton (Attac/França), Roberto Bissio (Social Watch/Uruguai), Nalu Faria (Marcha Mundial das Mulheres, Remte/Brasil), Eduardo Ballón (Alop/Peru) e Nelson Durán (Anong/Uruguai). 

Entre todas as instigantes reflexões, o sociólogo português da Universidade de Coimbra, Boaventura de Sousa Santos, analisou o papel da produção de conhecimento na transformação social baseado em sua teoria da Sociologia das Ausências e das Emergências. "Se o futuro não está determinado, se o tempo não é linear, como saberemos que um outro mundo é possível?", provocou, propondo um modelo de racionalidade que dilate o presente e efetive agilmente as ações transformadoras da sociedade civil organizada. Boaventura referiu-se, também, às ONGs atuantes no FSM como organizações que exercem um papel anti-sistêmico. Por sua vez, Chico de Oliveira, da Universidade de São Paulo, resgatou a origem do termo não-governamental, que, "desde logo, marcava oposição e que é ou pode não ser oposição ao Estado", e também as formas de ação e de promoção de mudanças da sociedade civil organizada. 

O continuísmo das desigualdades e das discriminações de gênero e raciais, perpetuando o generalizado baixo nível de vida das mulheres e negr@s e motivando movimentos e ações sociais específicas - com vistas à consolidação de mecanismos efetivos de promoção da igualdade -, foi tema amplamente abordado por Lúcia Maria Xavier (Criola/RJ), Maria Betania Ávila (SOS Corpo/Recife, Brasil) e Sueli Carneiro (Geledés/SP, Brasil). 

Em breve, a Abong lançará publicação com a edição do Seminário.

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