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informes - ABONG

24421/08/2003 a 27/08/2003

Mulheres dizem não à tirania do livre comércio

Além da sua já consagrada luta contra a Área de Livre Comércio das Américas (Alca), muitas mulheres estão também se preparando para confrontar a V Reunião Ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC), que ocorrerá no período de 10 a 14 de setembro, na cidade de Cancún (México). A OMC foi criada em 1995, para promover políticas de liberalização relativas ao comércio e a investimentos internacionais. 

E para a ONG Sempreviva Organização Feminista (SOF), a Marcha Mundial das Mulheres (MMM) e a Rede Economia e Feminismo (REF) - articulação brasileira que integra a Rede Latino- Americana de Mulheres Transformando a Economia -, tudo o que a OMC toca vira mercado. Assim, SOF, MMM e REF estão realizando a campanha As mulheres dizem NÃO à tirania do livre comércio. No Brasil, a SOF sedia e participa da secretaria executiva da Marcha Mundial das Mulheres e também da secretaria da REF

Mas Julia Ruiz Di Giovanni, integrante da equipe técnica da SOF e militante da MMM, lembra que se existe um amplo consenso entre ONGs e movimentos sociais sobre o "Não à Alca", o mesmo não ocorre quanto à OMC. "Enquanto nossa demanda é dar fim à OMC e lutar por modelos radicalmente diferentes de regulação internacional, algumas posições defendem, por exemplo: a moratória das negociações até que se realizem estudos sobre seus impactos; excluir das negociações itens específicos, como agricultura; ou incluir cláusulas sociais, ambientais ou de gênero nos acordos", relata.

A MMM vêm construindo fóruns sociais e articulações políticas em aliança com movimentos de várias origens e orientações, "que querem tirar a OMC dos trilhos, com a idéia de que é preciso mudar o mundo para mudar a situação subalterna das mulheres, mas também de que é preciso mudar a situação das mulheres para conseguirmos mudar o mundo", explica Júlia. Por isto, a campanha traz, de um lado, a economia feminista como instrumento de compreensão e luta para os movimentos de mulheres e seu papel na transformação da sociedade, mostrando que as determinações econômicas, que não aparecem com freqüência nos debates feministas, têm impactos concretos na vida das mulheres e fazem parte da opressão. Por outro, dá continuidade à luta feminista na construção do movimento global contra o neoliberalismo. 

Júlia avalia que os acordos da OMC são frutos de processos fundamentalmente antidemocráticos e controlam os governos para que ninguém mais possa controlar as corporações transnacionais. Aqui, vale lembrar que a luta das mulheres é também uma luta por democracia. "Não é possível uma política autêntica pelos direitos das mulheres dentro de um sistema que parte da institucionalização da desigualdade e da mercantilização da vida. Para nós "descarrilar a OMC" quer dizer desmontar não apenas esta instituição, mas também o modelo de desenvolvimento que ela representa, a ordem mundial que a criou". Leia a íntegra da declaração As mulheres dizem NÃO à tirania do Livre Comércio!: www.sof.org.br.

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