ABONG -  - Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais

associe-se

conheça nossas associadas

Procure pelo nome em um dos campos abaixo:

selecione
selecione

Ou faça aqui uma busca detalhada:

selecione
selecione
selecione
selecione
  • APOIO

    • FIP
  • REDES

    • TTF Brasil
informes - ABONG

24024/07/2003 a 30/07/2003

Dia da Mulher Negra da América Latina e do Caribe

Em 25 de julho de 1992, durante o I Encontro de Mulheres Afro-atino-americanas e Afro-caribenhas, em San Domingos, República Dominicana, estipulou-se que este dia seria o marco internacional da luta e da resistência da mulher negra. Desde então, muitas ONGs têm atuado para consolidar e dar visibilidade a esta data, tendo em conta a condição de opressão de gênero e racial/étnica em que vivem, explícita em muitas situações cotidianas. 

Neste ano, a Rede Nacional Feminista de Saúde, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos (Rede Feminista de Saúde) integra o 25 de julho - conhecido como Dia da Mulher Negra da América Latina e do Caribe - ao seu calendário de lutas. Criada em 1991, a Rede é uma articulação do movimento de mulheres, com nove regionais e 182 filiadas, de 20 Estados brasileiros - grupos e ativistas feministas, ONGs, núcleos de pesquisa, profissionais de saúde. 

Em seu Redefax nº 13, a articulação avaliou que a invisibilidade ou o desconhecimento do Dia da Mulher Afro-latino-americana e Afro-caribenha causa entraves no combate à discriminação da mulher negra. E se a incorporação da "dimensão" ou da "perspectiva de gênero" na elaboração das políticas públicas, em geral, continua sendo muito lenta, a da "dimensão racial/étnica" é muito mais. 

Para a secretária executiva da Rede Feminista de Saúde, a médica Fátima Oliveira, o "Dia da Mulher Afro-latino-americana e Afro-caribenha demarca que rompemos, para sempre, com os mitos da mulher universal, da sororidade entre as mulheres e da sororidade entre os negros. Parece radical? Não apenas parece. É." 

Fátima enfatiza, em seu artigo As negras radicalizaram! (O Tempo, BH, MG, 23 de julho de 2003), que não tem sido fácil consolidar a data: "Há quem alegue que se há o 8 de março, Dia Internacional da Mulher, o que essa negrada quer mais? Dividir a luta das mulheres? Argumento pífio e antigo que deve ser superado. O 8 de março, de fato, simboliza um Dia Internacional da Mulher, de todas as mulheres, e entende que a opressão de gênero é comum a todas, mas não consegue enfatizar a situação de opressão particular, por exemplo, das negras e das indígenas. Era necessário construir uma data para simbolizar quem somos e como vivemos enquanto negras." 

A vida com HIV/AIDS é diferente para as mulheres negras?
Mulheres negras e não negras vivendo com HIV/AIDS no Estado de São Paulo é a tese defendida pela bióloga Fernanda Lopes, na Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP. Entre várias análises, Fernanda identificou que as mulheres negras estavam menos conscientes do que as não negras sobre o problema e sobre as formas de enfrentá-lo, encontrando, na maioria das situações, menores possibilidades de transformar suas condutas. Contato: (11) 3687-1622 ou 3599-1639. E-mail: lopesf@usp.br

lerler
  • PROJETOS

    • Informação, formação e comunicação em favor de um ambiente mais seguro para a sociedade civil organizada

Rua General Jardim, 660 - Cj. 71 - São Paulo - SP - CEP: 01223-010 - Tel.: 11 3237-2122

Horário de funcionamento do escritório: segunda-feira à sexta-feira, das 9h às 19h

design amatraca