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23626/06/2003 a 3/07/2003

MNMMR: adolescentes definem planejamento até 2005

Após três dias intensos de trabalho em Maceió (AL), entre 6 e 8 de junho, os adolescentes da Comissão Nacional de Animação (CNA) do Movimento Nacional de Meninos e Meninas de Rua (MNMMR) produziram o planejamento estratégico que orientará suas ações e as do MNMMR até 2005. Esta é a segunda reunião da CNA após a 10ª Assembléia Nacional, realizada em março deste ano, quando 40% dos membros foram renovados. O grupo é formado 99% de afrodescendentes e o número de homens e mulheres é equilibrado. A comissão possui uma representação de cada Estado. A idade é o fator que define a permanência na CNA: ao completar 18 anos, @s menin@s dão lugar a outra liderança de seu Estado.

O secretário de Planejamento da prefeitura de Colatina (ES), Leonardo Deptuslki, conduziu a análise de conjuntura e todo o planejamento. @s adolescentes apresentaram vários dados e situações, entre eles, sobre violência doméstica, assassinatos, exploração sexual, drogas, trabalho infantil, bem como as ações realizadas para enfrentá-los: audiências, manifestações públicas, etc. 

As ações do planejamento foram divididas em cinco eixos: trabalho infantil, abuso e exploração sexual, violência (assassinatos, drogas e outros), redução da idade penal, situação das unidades privativas de liberdade e discriminação racial. Também foram planejadas as ações internas para otimizar a organização da CNA e o grupo apontou as ações a serem implementadas pela coordenação nacional, pelas comissões estaduais e pelo centro de formação. 

@s adolescentes da CNA exercitaram olhar o que há por trás de cada situação. Toda exclusão social, afirmaram, é resultado da defasagem da educação brasileira e do fato de os governantes não fazerem programas de qualidade, que realmente beneficiem as crianças e os adolescentes. O que há, conforme o seu relatório, é uma "mascaração" dos problemas. 

A secretária nacional do MNMMR, Júlia Chaves Deptulski, avaliou que foi fundamental a elaboração da análise de conjuntura conforme cada realidade estadual, pois os meninos e as meninas concluíram que os problemas são nacionais. "Outra das conclusões está no campo da questão racial: a constatação que a maioria de nossos meninos e meninas são negros e negras levou-@s a decidir que é necessário articular a luta com outros grupos do movimento negro."

Para Eliva Lourdes Andrade, 16 anos, representante de Olinda (PE), apesar da dificuldade em projetar ações para três anos, o exercício de elaborar o planejamento foi bem positivo pela forma dinâmica como o processo foi conduzido. Já Everton Barbosa da Silva, 14 anos, que representou o Estado do Rio de Janeiro, achou muito interessante o exercício de planejar. "Gostei muito da parte de definição das ações sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente." 

Em 13 de julho - dia da promulgação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), em 1990 -, o MNMMR fará uma mobilização nacional, com enfoque na questão da redução da idade penal.
MNMMR: www.mnmmr.org.br

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