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informes - ABONG

23519/06/2003 a 25/06/2003

XII Encontro de ONGs AIDS: revendo o ativismo

No período de 15 a 18 de junho, São Paulo sediou um importante evento nacional: o XII Encontro de ONGs Aids (Enong), cujo lema deste ano foi revendo o ativismo. Participaram cerca de 300 delegados de 27 Estados brasileiros e que mais de 700 pessoas tomaram parte das várias tribunas temáticas. Neste ano, os Fórum de ONGs/Aids de São Paulo e do Rio de Janeiro coordenaram o evento. Estiveram presentes importantes representações governamentais e não-governamentais, várias filiadas à Abong, cujo presidente, Sérgio Haddad foi membro da Mesa O movimento social e a agenda governamental. 

Para o presidente do Fórum de ONGs/Aids do Estado de São Paulo e do Grupo de Incentivo à Vida (GIV/SP), Eduardo Barbosa, o movimento ONGs/Aids teve muitos avanços, desde a mobilização das ONGs e da articulação entre elas até a interface com outros movimentos. São Paulo foi o primeiro Fórum do Brasil, que hoje conta com 22 outros Fóruns estaduais, cinco regionais e cerca de 600 ONGs/Aids - 400 só no Estado de São Paulo. A primeira ONG/Aids brasileira surge em 1983: o Gapa SP. 

Barbosa frisa que o grande desafio do movimento Aids é não perder sua característica ativista. "A luta contra a Aids iniciou-se com o trabalho ativista, principalmente de grupos gays, que foram muito segregados logo no início da epidemia. Se hoje temos medicamento anti-retroviral é por conta das ONGs, mas muito mais por conta do ativismo de algumas lideranças que viram esta necessidade".


Assistência, prevenção e controle social

Diretor do Fórum de ONGs/Aids de São Paulo, membro voluntário do Grupo Pela Vidda/SP, Mário Scheffer avalia que, hoje, o movimento é muito complexo e heterogêneo, com vários objetivos. "E esta é a sua riqueza: há pessoas vivendo com HIV/Aids, pessoas com perfil ativista-político, com interesse no trabalho voluntário e no controle social, e também temos ONGs com diferentes ações, como defesa de direitos, luta contra preconceitos e discriminação, execução de ações e projetos de prevenção, assistência, etc. " 

Diante disso, o Enong propicia também a visão de um objetivo comum: o combate à Aids, que mobiliza a grande "colcha de retalhos" que é este bem-sucedido movimento, com importantes conquistas jurídicas, para as quais colaboraram não só as ONGs com seus departamentos jurídicos, mas a própria Justiça e o Ministério Público. "Contudo, apesar dos avanços, a discriminação não foi eliminada", lembra Scheffer, "pois registramos muitas não-admissões e demissões por sorologia positiva." 

Como profissional da saúde pública, Scheffer enfatiza que a epidemia mudou nesses 20 anos: hoje, a Aids atinge a tod@s e tem tratamento. Assim, a perspectiva política deste Enong é mostrar que a Aids ainda é um problema urgente de saúde pública e é um problema humanitário, que exige respostas e medidas excepcionais. Apesar de serem muitos os prêmios que o Brasil tem recebido no seu controle e prevenção, a epidemia ainda não acabou: todos os dias morrem dez pessoas de Aids e 70 entram em tratamento na rede pública. A projeção oficial é de que 600 mil pessoas estejam infectadas pelo HIV no país.

Scheffer comenta, ainda, sobre os problemas causados pela falta da prevenção: exames demoram a ser realizados; não há diagnóstico precoce; a Aids está explodindo nos presídios; é vergonhoso o aumento da transmissão vertical, da mãe grávida para filho, pela falta de um pré-natal adequado; o grupo homossexual ainda é o potencialmente exposto ao risco de infecção pelo HIV e há omissão na prevenção desta população. "Há muitos desafios, tanto na prevenção como na assistência, e só avançaremos com novas alianças e parcerias." 

O jornalista Liandro Lindner, assessor de imprensa voluntário do Grupo de Apoio à Prevenção da Aids do Rio Grande do Sul (Gapa/RS) - primeira ONG Aids do Sul do Brasil (abril de 1989) -coordenou a Mesa Comunicação, na qual se discutiu desde a subjetividade das mensagens de prevenção e de assistência até a possibilidade de descentralização das campanhas. "Não devemos apenas informar sobre a Aids, mas, sim, tratá-la inclusive com caráter educativo. Logo, não se deve falar só na doença, mas nos seus entornos: discriminação, direitos humanos, drogas, vida, morte, preconceito, opção sexual, porque as pessoas ficam muito desprezadas com a questão da subjetividade, num primeiro plano".


Leia no site da Abong o Manifesto do Movimento ONGs/Aids e o texto de Mário Scheffer: www.abong.org.br


www.enong2003.org.br. forumongsp@uol.com.br. ww.gapars.com.br

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