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informes - ABONG

23519/06/2003 a 25/06/2003

AOMT-BAM: mulheres em ação pela geração de renda

Uma grande rede de trabalhadoras do Norte do Brasil movimenta-se sem cessar pela sua autonomia: é a Associação das Organizações de Mulheres Trabalhadoras do Baixo Amazonas (AOMT-BAM), que reúne grupos e organizações de mulheres, tanto de áreas rurais quanto urbanas. Com sede em Santarém (Pará) e mais de três mil mulheres organizadas, a AOMT-BAM realiza principalmente processos de educação popular, despertando as participantes para os seus direitos, a importância de gerarem sua própria renda e da participação sindical. 

Conforme a secretária de Formação da AOMT-BAM, a socióloga e educadora Eunice Sena, a história da Associação começou na década de 1970, quando 19 trabalhadoras criaram a Associação das Empregadas Domésticas, marcando o início do movimento de mulheres no Pará. "A AOMT-BAM surge de uma demanda de mulheres de vários municípios, que alegavam: "somos mulheres, mas não necessariamente domésticas". 

E para chegarem ao nome da associação, discutiu-se o termo dona de casa. "Repugnamos o conceito dona-de-casa e trabalhamos a auto-estima no conceito de doméstica. Pelo casamento ou pela união estável, a mulher ganha o título de dona-de-casa, o que significa tomar conta dos serviços da casa, que são trabalhos domésticos. Desta forma, concluímos que as empregadas domésticas com remuneração estão em melhores condições que as donas-de-casa, logo, não somos donas-de-casa, mas domésticas, sem direito a salário, férias, folgas, etc. O que falta é legalizar a profissão de doméstica, principalmente em função de direitos previdenciários", explicou Eunice. 

Assim, nasceu, em 15 de julho de 1990, a AOMT-BAM, que começou com 12 organizações e hoje possui 39, de 15 municípios da região oeste do Pará. Além disto, estão nas redes feministas e fazem parte do Movimento de Mulheres do Campo e da Cidade do Pará (MMCC) e do Fórum de Mulheres da Amazônia Paraense. O trabalho do grupo iniciou-se com a discussão sobre a problemática da violência contra as mulheres e dos direitos trabalhistas. Entre suas conquistas estão: Delegacia de Defesa das Mulheres, já constituídas em três municípios; implantação de programas de saúde reprodutiva; estão ativas nos Conselhos Municipais; retorno de participantes à escola; e a criação do Banco da Mulher.

O planejamento estratégico da Associação prevê três linhas prioritárias de ação: 1) capacitação e formação sobre gênero; 2) fortalecimento da organização das mulheres; 3) geração de renda. E é com este último tema que encontram as maiores dificuldades. "Concebemos que as mulheres sem autonomia financeira têm mais dificuldade de conquistar sua emancipação", informou Eunice. "Organização, Formação e Crédito são nossos esteios na geração de renda, por meio de produtos da Amazônia e do que a floresta pode oferecer: galinha caipira, peixes, plantas ornamentais, etc." 

A AOMT-BAM dá cursos sobre o aprimoramento das técnicas de manejo de vários produtos. Para a formação em geração de renda, julga imprescindível trabalhar a cultura de subsistência, tradicional da região: a indígena. "Uma coisa é a tradição de se criar galinha caipira; outra, é trabalhar a galinha caipira como negócio. É preciso agregar valores", frisou Eunice


AOMT-BAM: eusena@icabo.com.br


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