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informes - ABONG

2335/06/2003 a 11/06/2003

Um grito por trabalho, justiça e vida

Pela quinta vez, está sendo preparada a Campanha do Grito dos/as Excluídos/as nas Américas. Vários países já estão organizando e articulando as ações para o Grito, que acontecerá entre 6 de setembro e 12 de outubro, conforme cada calendário nacional. O Grito dos Excluídos é uma grande manifestação popular para denunciar todas as situações de exclusão e assinalar as possíveis saídas e alternativas. Neste processo, os mais diversos setores de excluídos/as têm voz, presença e participam em todas as etapas, envolvendo vários setores da sociedade que lutam pela justiça, dignidade, solidariedade, democracia e vida plena para todos. 

Luciane Udovic e Luiz Bassegio, da coordenação do Grito dos/as Excluídos/as Continental, relembram que a articulação nasceu no Brasil, em 1995, como continuidade ao debate da Campanha da Fraternidade, que naquele ano tratou do tema dos excluídos, e foi, inicialmente, organizada pelas pastorais sociais. "Logo nos primeiros anos, porém, começou um processo de parceria que, aos poucos, envolveu diversos atores sociais, ligados aos movimentos populares, sindicais, igrejas, confederações e outras entidades", diz Luciane. 

A partir de 1999, o Grito espalhou-se por vários países da América Latina e do Caribe e, em 2000, ganhou caráter continental. "Nossa Campanha mantém os eixos orientadores assumidos até o momento: superação da exclusão social; a luta pelo não pagamento da Dívida externa e o resgate das dívidas sociais; a luta contra todas as formas de migração forçada, xenofobia e racismo; a luta contra a Alca, OMC e FMI; contra a guerra e pela paz e; contra o modelo neoliberal que ameaça e extermina a vida e o meio ambiente", informa Bassegio. 

Porém, este ano, o Grito assumiu como uma das lutas coletivas mais importantes as manifestações contra a implantação da Alca. Para Luciane, é necessário unir a América Latina e o Caribe para desmascarar e combater esta Área de Livre Comércio das Américas como uma nova forma, continental, de dominação colonialista. 

Desde 2002, o Grito organiza, estimula e participa ativamente de plebiscitos e manifestações, para que os povos decidam e se manifestem sobre a Alca e os assuntos que os afetam vitalmente. No marco da Campanha Continental contra a Alca, o Grito dos/as Excluídos/as também intensifica, como um de seus eixos de luta, a denúncia contra todo o tipo de ofensiva militar dos Estados Unidos para manter seu império, defendendo os interesses de grandes empresas e garantindo o controle de recursos naturais, como petróleo, água e biodiversidade. "A militarização é um dos principais instrumentos de recolonização da América Latina", frisa Bassegio. 

Não há uma forma única de organizar o Grito. Em vários países, as mobilizações acontecerão simultaneamente a plebiscitos ou manifestações contra a Alca, contra a guerra e pela paz. Até o momento, mais de 20 países já se mobilizam para dar um Grito por Trabalho, Justiça, Vida e Soberania. No Brasil, o marco do Grito Nacional dos Excluídos será em 9 de setembro, e o lema de 2003 é: Tirem as mãos... O Brasil é nosso chão!


Com mais esta Campanha do Grito dos Excluídos/as Continental, iniciou-se uma série de publicações para aprofundar o tema da exclusão na América Latina. Para tal, a coordenação do Grito conta com a colaboração de vári@s lutadores/as do povo, como: Dom Demétrio Valentini, João Pedro Stedile, Nalu Faria, Plinio de Arruda Sampaio, Ivo Poleto, Maria Luiz Mendonça, Sandra Quintela. O primeiro artigo de Mariangela B. Wanderley, professora da Faculdade e do Programa de Pós-Graduação em Serviço Social da PUC-SP. Os artigos serão divulgados semanalmente, até o marco do Grito, em outubro de 2003, que serão, ao final, publicados em um caderno. Quem quiser colaborar, deve enviar seu texto para: gritoexcluidos@uol.com.br. Site: www.gritodosexcluidos.com.br.

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