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informes - ABONG

2298/05/2003 a 14/05/2003

Balanço social: a transparência do trabalho das ONGs

Agora, as ONGs têm como divulgar o seu impacto social: foi lançada a primeira versão do Balanço Social - Modelo para instituições de ensino, fundações e organizações sociais. Esta ferramenta surge após um longo processo democrático, coordenado pelo Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase), com o apoio institucional da Abong e do Conselho dos Reitores das Universidades do Brasil (Crub), do qual participaram 27 pessoas de 12 organizações - entre elas, Inesc, Sebrae/CE, Ciee/RJ,FGV/RJ. O modelo possibilita publicar a forma como são utilizados recursos, o grau de democracia e participação interna, a valorização da diversidade dos quadros (gênero, raça). 

Conforme o cientista político e coordenador do Projeto Balanço Social e Responsabilidade Social Corporativa do Ibase, Ciro Torres, a idéia de criação deste balanço surgiu com a experiência do Instituto, que, em 1997, elaborou um modelo para empresas. O objetivo foi, então, promover uma nova forma de atuação das empresas, incentivando um modo diferente de aferir o lucro, de se relacionar com funcionários e funcionárias, com o meio ambiente, etc. "Cobramos transparência, responsabilidade e balanço social das ações das empresas e, historicamente, sempre cobramos transparência do governo. Mas as empresas também começaram a nos cobrar como ficava a transparência das ONGs e filantrópicas". 

Diante disso, em 2000, o Ibase fez um balanço próprio, publicado em 2000 e 2001. "Vimos ser realmente necessário difundir com transparência o trabalho nas ONGs para toda a sociedade, e logo chamamos a Abong como parceira". O Ibase tem um know-how em construção do modelo, para que seja bastante participativo e agregue sugestões do maior número de profissionais e experiências possível, propiciando um aprendizado coletivo e um resultado que todas as pessoas participantes se sentem um pouco donas.

O princípio deste balanço é ser simplificado, servindo às pequenas, médias e grandes ONGs. Mas será com a prática que aparecerão outros indicadores para melhorá-lo, como aconteceu nas empresas, avalia Torres. Para ele, em 2003, serão poucas as instituições a preencher este balanço, e as que o preencherem, como o Ibase, poderão fazer de forma incompleta, porque há itens que nem o próprio Instituto tem condições, hoje, de responder.

E se a idéia é a transparência, as ONGs devem divulgar amplamente seus balanços: dar uma cópia para todos os funcionários, conselhos, parceiros, beneficiários; afixar o balanço em locais visíveis; disponibilizá-lo em sites e em publicações institucionais. Se a ONG tiver recursos, o ideal é publicar em veículo da grande imprensa. "As ONGs devem pensar neste custo como investimento, prestando contas para a sociedade do que ela faz."


Obtenha o modelo do Balanço Social no site da Abong: www.abong.org.br
Ibase: ciro@ibase.br - www.ibase.br

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