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informes - ABONG

2298/05/2003 a 14/05/2003

masculindade: por que a ECOS trabalha com rapazes

A ONG Comunicação em Sexualidade (Ecos), desde a sua criação, em 1989, realiza sistematicamente pesquisas e ações voltadas para adolescentes e adultos, tanto do sexo feminino como do masculino. Isso porque tem por objetivo inspirar ações para a transformação cultural desses grupos e, conseqüentemente, da sociedade. Assim, desafia as "concepções sociais cristalizadas em torno dos papéis de gênero", ou seja, considera a construção cultural do ser mulher e do ser homem e seu impacto nas relações entre ambos, entre mulheres e mulheres, entre homens e homens. 

Como os estudos de gênero se dedicaram principalmente às problemáticas das mulheres, tendo em conta todo o histórico de desigualdades entre os sexos, a Ecos tem trabalhado para suprir a lacuna quanto ao papel dos homens nas relações de gênero. "Com exceção do exercício de poder e das desigualdades, oriundas de um modelo de dominação masculina, sabia-se pouco sobre a vida privada e o impacto de certos temas para os homens", enfatiza Sandra Unbehaum, pesquisadora da ONG. "E temos de considerar, também, as questões de raça/etnia e orientação sexual."


Conforme Sylvia Cavasin, diretora de projetos da Ecos, por muito tempo, acreditou-se que os homens adolescentes tinham menos necessidades do que as mulheres em termos de saúde, sobretudo em relação à vida sexual e reprodutiva. "Uma das maiores dificuldades continua sendo a de convencer os atores sociais de que há uma inter-relação entre a construção social da masculinidade e a sexualidade e sua relação direta na saúde reprodutiva", analisou.

A Ecos desenvolveu, na década de 1990, diversos projetos, apoiados pela Fundação Ford, consolidando-se como pioneira em pesquisas e ações que focalizam os homens, sobretudo adolescentes, no Estado de São Paulo. A ONG tem realizado também vários cursos, publicações e vídeos; criou o Grupo de Estudos sobre Sexualidade Masculina e Paternidade (Gesmap), coordenado por Margareth Arilha; organizou o I Seminário Internacional Homens Sexualidade e Reprodução; lançou o livro Homens e Masculinidades: outras palavras (Editora 34) e produziu o vídeo homem.com.h, que trata dos conflitos do homem diante das mudanças dos papéis atribuídos ao masculino.

Sua recente pesquisa Jovens do Sexo Masculino, Sexualidade e Saúde Reprodutiva: um estudo de caso na comunidade de Capuava, Santo André, São Paulo mostrou que os rapazes não cuidam de sua saúde reprodutiva. Eles têm muitas dúvidas, mas não procuram orientação. Para Vera Simonetti, diretora de Comunicação da organização, a reprodução é vista como preocupação das mulheres e a sexualidade é ainda um assunto-tabu. Apesar de conhecerem os métodos contraceptivos e de prevenção, muit@s jovens, principalmente as meninas, têm se contaminado pelo vírus HIV e engravidado. "Concluímos que, mais do que uma característica individual, a sexualidade e a afetividade são questões muito mais amplas, que vão além da mera informação, e ainda representam um desafio para as ONGs, como a Ecos", avalia.


www.ecos.org.br ecos@uol.com.br

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