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informes - ABONG

22724/04/2003 a 30/04/2003

CPT lança relatórios dos conflitos no campo 2002

A Comissão Pastoral da Terra (CPT) realizou, no dia 11 de abril, em Curitiba (PR), o primeiro lançamento do seu Relatório Conflitos no Campo Brasil 2002 (Editora Loyola, SP). O livro é a principal referência nacional e internacional sobre a realidade agrária brasileira e será lançado também em várias capitais, como parte da Semana Nacional de Luta pela Reforma Agrária, ocorrida no período de 11 a 17 de abril, aniversário do Massacre de Eldorado dos Carajás-PA. A publicação foi elaborada pelo setor de documentação da CPT, com base em pesquisas de campo dos seus agentes, em informações de trabalhadores e recortes de jornais. A CPT foi criada em 1975 para atuar junto aos/às trabalhadores/as rurais. A entidade apóia a organização dos camponeses e denuncia casos de injustiça e violência.

As constatações do relatório são, em geral, as piores possíveis: os dados da CPT de 2002 revelam, por exemplo, que o número de assassinatos em conflitos por terra só é inferior a 1996, ano da chacina de Eldorado dos Carajás. Para Jelson Oliveira , secretário executivo da CPT Paraná, esse aumento é devido, em primeiro lugar, à maior demanda da posse da terra. "Com o aumento do desemprego, cada vez mais a reforma agrária aparece como alternativa de vida de muitas família." 

Por outro lado, enfatizou Jelson, foi criado um arcabouço jurídico com o fim de impedir a ocupação. "Esse impedimento, tem também uma estrutura jurídica que criminaliza os movimentos de luta pela terra. Logo, esses aspectos são contra a reforma agrária, e os piores números são os dos últimos três anos do governo FHC, que só são menores que os da reforma", ressaltou. O secretário da CPT/PR relata que, em 2003, com a perspectiva de um governo que pretende efetivar a reforma agrária, há o ressurgimento da ação dos fazendeiros. A abertura de 15 escritórios da União Democrática Ruralista (UDR), só no Paraná, é, conforme ele, um bom exemplo. 

E, além do aumento de 48,27% no número de assassinatos em 2002 em relação a 2001, o relatório destaca o aumento assustador de denúncias de trabalho escravo no país: 147 casos, envolvendo 5.559 pessoas, entre elas 58 menores de idade. A impunidade é considerada pela CPT como o principal fator para a continuidade do trabalho escravo no Brasil. 

O Relatório 2002 da CPT pode ser adquirido pelo custo de 10 reais + despesas de correio e pode ser solicitado pelo e-mail da CPT/PR: cptpr@softone.com.br. Tel.: (41) 224-7433. Site CPT Nacional: www.cptnac.com.br

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