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informes - ABONG

22320/03/2003 a 23/03/2003

CECIP realiza campanha contra a discriminação racial

A sociedade brasileira não é racista? É o que dizem... Contudo, é notório que uma parcela considerável da população não-negra manifesta opiniões e atitudes preconceituosas, discriminando as pessoas negras do país. Pior: grande parte deste comportamento está culturalmente incorporada, manifesta-se de formas sutis ou explícitas e pode ser "lida" e "ouvida" todos os dias. Assim, a maioria da população negra brasileira encontra-se em condições inferiores em todos os campos da vida. Conforme a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD/IBGE), em 1999, 54% da população total do Brasil era branca e 45,33%, negra e, desta, 63,63% era considerada pobre e 68,85% era indigente. Da população adulta com menos de quatro anos de estudo (25 anos e mais), 35% era branca e 46,9%, negra. Dos domicílios com escoamento sanitário inadequado, 27,73% eram habitados por pessoas brancas e 52,12% por pessoas negras. E as mulheres negras são as mais prejudicadas nesta realidade.

Com isto, vem em hora certa a campanha Direitos são para valer - Ação Contra A Discriminação Racial, que será lançada no Rio de Janeiro, hoje, 21 de março, Dia Internacional pelo Fim da Discriminação Racial. Idealizada pela ONG Cecip - Comunicação e Educação para o Desenvolvimento Humano, em parceria com a Fundação Cultural Palmares, o Ministério da Cultura, e com o apoio da Fundação Ford -, é uma campanha de interesse público, que ajudará professores, alunos e seus familiares a reconhecer as formas sutis de racismo e a propor ações para superá-las. A iniciativa é um primeiro fruto da Lei 10.639/2003, recentemente aprovada pelo governo federal, instituindo a disciplina História e Cultura dos Afro-Brasileiros nas escolas de ensino fundamental e médio.

Como explica Claudius Ceccon, secretário executivo do Cecip, esta é uma experiência inovadora: a campanha usa os meios de comunicação de massa, normalmente utilizados para vender produtos, para "vender" novas atitudes. "Nossa campanha não se dirige aos militantes ou aos já convencidos de que o Brasil apresenta profundas injustiças por razões de discriminação, mas sim àqueles que pensam não ter preconceito racial e que estão indiferentes, achando natural que as coisas sejam e continuem a ser assim", diz. 

Seu objetivo é provocar uma mudança por meio de discussões e trabalhos, principalmente em sala de aula, onde os professores interessados participarão de um processo de capacitação na utilização de materiais, que os ajudarão a aprofundar as discussões. "Para isso preparamos o vídeo Alguém falou de Racismo?, meio ficção, meio documentário, que traz à tona o preconceito racial que os brasileiros mantêm, voluntária ou inconscientemente, escondido, e o manual Pele Escura, Estrada Dura, Beleza Pura", explica Claudius. Além do vídeo, o Cecip produziu um spot de 30 segundos para a televisão, com uma versão para rádio, cartazes para o Metrô e para as escolas, além de outdoors, falando da campanha.
cecip.ong@uol.com.br www.cecip.com.br

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