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informes - ABONG

22027/02/2003 a 5/03/2003

Uma outra Amazônia é possível

Com a presença de mais de 7 mil pessoas de nove países, aconteceu, entre 16 e 19 de janeiro de 2003, na cidade de Belém (Pará), o II Fórum Social Pan-Amazônico. A Abong foi uma das organizações promotoras e responsáveis pelo Secretariado Operativo do FSPA , por meio da participação de Aldalice Moura Otterloo, diretora do Regional Amazônia da Abong e coordenadora geral do Instituto Universidade Popular (Unipop). 

O principal objetivo deste fórum, que teve como lema Toda a América contra a Alca, foi o de mobilizar as forças da sociedade civil organizada contra o avanço da política neoliberal, tanto a originária do último governo federal na Pan-Amazônia como seu avanço sobre a América Latina - em especial na Venezuela e Colômbia. Conforme Aldalice, o FSPA aconteceu para articular essas forças, discutir a possibilidade de uma ação coletiva na sociedade civil e de uma sociedade sem fronteiras, defender os direitos humanos, lutar contra a situação caótica em que vivem os povos indígenas, a poluição dos rios, a devastação dos recursos naturais e defender a exploração dos recursos naturais pelos povos tradicionais com preservação ambiental. 

Outros importantes debates do Fórum Pan-Amazônico foram sobre a Área de Livre Comércio (Alca) e a Base de Alcântara, que são outros sinais de adesão do governo brasileiro anterior à política norte-americana. Com a eleição de Lula a presidente do país, chamou-se a atenção para uma revisão do projeto Avança Brasil - do governo de Fernando Henrique Cardoso -, que cria na Amazônia um corredor de soja que não corresponde à produção familiar.

As problemáticas de gênero foram amplamente abordadas no seminário A questão de gênero na Pan-Amazônia, realizado no dia 17, por várias organizações, e coordenado por Aldalice. Destacaram-se temas como o empoderamento das mulheres, as microcooperativas das quebradeiras de coco de babaçu e das produtoras familiares rurais, a Casa Familiar Rural, que trabalha em prol da permanência do jovem no campo. A vida da mulher indígena foi retratada com o comovente relato e performance de uma ticuna. "Ela mostrou como foram se apropriando dos rios, privatizando-os, e como isto afeta suas vidas. Para elas, a luta primeira é pelo território, e é com a permanência na terra que elas vão lutar por outros direitos." Estiveram presentes no FSPA 110 representantes de 12 etnias.

O II FSPA produziu uma declaração final e, em 15 de fevereiro, Dia Mundial Pela Paz, Contra a Guerra, com a articulação promovida pelas organizações responsáveis pelo II FSPA, mais de 5 mil pessoas foram às ruas de Belém marchar.


Realizaram o II FSPA

Brasil: Abong, Conselho da Cidade, CUT, GTA, Pastorais Sociais da CNBB, PMB, Unamaz e Via Campesina/MST
Outros países: Conaie (Equador), Consejo dos Cabildos Indígenas de Colômbia, União dos Trabalhadores da Guiana Francesa, Cejis (Bolívia), Fórum Social Mundial - Capítulo Venezuelano.


Atuaram no Secretariado Operativo


Abong, CUT, Coordenadoria de Relações Internacionais da Prefeitura Municipal de Belém, GTA, Unamaz, Via Campesina/MST.
www.fspanamazonico.com.br
unipop@amazon.com.br

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