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21920/02/2003 a 26/02/2003

Ano Internacional da Água Doce

O artigo 30 da Declaração Universal dos Direitos Humanos é claro: a água doce é considerada um dos direitos fundamentais das pessoas. Mas a situação mundial é preocupante: enquanto milhões de pessoas não têm acesso a este direito, muita água é desperdiçada e poluída por outras. Por isso, foi em boa hora que a Organização das Nações Unidas (ONU) elegeu o ano de 2003 como o Ano Internacional da Água Doce (resolução 55/196, de 20 de dezembro de 2000, apoiada por 148 países). 

No Brasil, desde 1987, a Fundação SOS Mata Atlântica preocupa-se com os recursos hídricos. Entre as suas diversas ações, a fundação encabeçou, em 1991, junto com a Rádio Eldorado, a campanha em prol do rio Tietê (SP), que teve enorme repercussão e adesão. Para tal, fundaram o Núcleo Pró-Tietê, pelo qual desenvolvem vários projetos. Em 2003, a segunda etapa do financiamento do projeto Tietê foi o primeiro tema a ser tratado por Mário Mantovani, diretor da SOS, no ciclo de palestras anual da organização. 

Mantovani avalia que, historicamente, houve um mau uso da água no país. "Os rios foram vistos como lugares que levavam a sujeira embora e quase todos recebem, indistintamente, esgoto e lixo. Basta ver que toda ocupação irregular é feita à beira de um rio", enfatiza. "Da mesma forma, desmatou-se indiscriminadamente, o que colabora para acabar com a água. Outro dado terrível para o país: 70% doenças brasileiras têm origem hídrica." Por isso, o diretor da SOS considera o Tietê um caso paradigmático, pois, além da adesão da sociedade, o rio recebeu um dos maiores financiamentos do mundo voltado para o saneamento. O processo de despoluição, conforme ele, deverá estar concluído em cerca de 20 anos. 

E no mês em que se comemorará também o Dia Mundial da Água - 22 de março, instituído pela ONU em 1992 -, o Fórum Carajás lançará, no dia 6, no Espaço Cumbuca do Saber (São Luís/MA), o livro Escritos sobre Água. A obra é resultado de uma parceria com o Centro de Educação, Pesquisa e Assessoria Sindical e Popular (Cepasp), a Rede Internacional de Rios (IRN) e a CPT Goiás. Os autores são Mayron Régis (Fórum Carajás), Rogério Almeida (Cepasp) Glenn Switkes (IRN) e Bento Rixen (CPT), que, desde 2001, vêm produzindo artigos sobre o tema. 

A idéia do livro nasceu no seio de uma articulação dessas entidades, em 2002, com várias outras organizações do Pará, de Tocantins, do Maranhão e dos Estados Unidos, para discutir o projeto de indústrias de alumínio de construção de 50 barragens na bacia Araguaia/Tocantins, bem como seus impactos na qualidade da água, na perda da biodiversidade, para as populações ribeirinhas e suas fontes de renda. "Conseguimos reunir 80 organizações e discutir amplamente a questão da água doce, considerando não só as populações rurais, mas também as urbanas", diz Régis, um dos autores, jornalista e assessor de comunicação do Fórum Carajás." Contatos: forumcarajas@elo.com.br. Tel.: (98)249-9709.


Fundo para pequenos projetos - SOS Mata Atlântica

Nesta segunda etapa do processo de despoluição do rio Tietê, a SOS Mata Atlântica recebeu, do BID, R$ 2 milhões, para serem utilizados em educação ambiental. Entre as medidas previstas, a SOS criou um fundo para pequenos projetos, destinado a organizações, associações e grupos da Região Metropolitana de São Paulo, preocupados principalmente com a despoluição do Tietê. As inscrições para ter acesso ao fundo já estão abertas.


Informações: SOS Mata Atlântica: smata@alternex.com.br.

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