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informes - ABONG

21511/12/2002 a 20/12/2002

ABONG 2002: firmando a identidade e a autonomia das ONGs

Um outro mundo é possível - há dois anos, esta é a proposição do Fórum Social Mundial, que, no início de 2002, contou com mais de 50 mil pessoas, participando de suas diversas atividades. Um outro mundo mais equânime, justo, saudável, ecologicamente sustentável, sem violência, sem miséria, sem discriminações - étnicas, raciais, de gênero, geracionais ... Enfim, um mundo pelo qual organizações não-governamentais e movimentos sociais e sindicais de todo o mundo têm empregado grandes esforços. E no Brasil, a Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais tem a exata dimensão desta luta. 

Em 2002, a Abong, juntamente com suas associadas, redes e fóruns de ONGs parceiros se empenharam, mais uma vez, em consolidar um país de possibilidades tangíveis, de realidades justas socialmente, de verdades que colocassem, de fato, o outro mundo no horizonte. Para tal, foram necessárias muitas ações, visando tanto a mudanças em âmbito nacional quanto internacional: atuaram em diversos Conselhos, dando colaborações à elaboração e à gestão de políticas públicas; várias ONGs, redes, fóruns e articulações de mulheres realizaram a primeira Conferência Nacional de Mulheres Brasileiras; alertaram a sociedade brasileira para a necessidade de ficar de "olho no seu voto", por meio desta Campanha de cidadania para as eleições; estiveram "de novo na luta contra a corrupção eleitoral, pela ética na política"; apoiaram o plebiscito sobre a Área de Livre Comércio (Alca) e a instalação de bases norte-americanas, na Base de Alcântara (Maranhão); e tantas outras práticas e diferentes processos igualmente importantes, documentados durante o ano.

Dentre tantos fatos, foi também de grande significado a formação de um espaço de reflexão e de articulação, cuja secretaria está centrada na Abong: o Inter-Redes, locus destinado à reunião de redes e fóruns de organizações da sociedade civil brasileira, que atuam em múltiplas áreas, de diversas formas, para o fortalecimento da esfera pública, a promoção de direitos e a proposição de políticas. 

Simultaneamente, a Abong buscou viabilizar as melhores formas de apoio às ONGs associadas e parceiras. Para tal, publicou a ampla pesquisa sobre o perfil de suas filiadas, realizado em 2001; promoveu processos formativos e lançou novas publicações; forneceu apoio jurídico e para o desenvolvimento institucional dessas organizações, disponibilizando seu site e seu sistema virtual para uma ampla divulgação de suas ações. A Associação procurou, assim, colaborar para promoção da identidade e do fortalecimento institucional dessas organizações não-governamentais, dando visibilidade ao seu intenso e imprescindível trabalho. 

Contudo, desde o início deste ano, o país e, em particular, o universo das organizações não-governamentais, foram dominados pelo clima, pelos debates e pela ansiedade do processo eleitoral brasileiro. Pela primeira vez na história do país, as ONGs viam no horizonte a possibilidade de ter como presidente do Brasil um representante do operariado brasileiro e membro do Partido dos Trabalhadores: Luiz Inácio Lula da Silva. 

Desde a campanha para o primeiro turno do pleito, Lula chamou a Abong para trocar idéias, ouvir sugestões e conhecer melhor o universo de atuação das ONGs. Assim, a Abong e as redes e fóruns parceiros, como vozes de significativos movimentos e organizações não-governamentais do país, discutiram e propuseram ao presidente, eleito em outubro de 2002, caminhos para orientar a relação entre o Estado e a sociedade civil, na perspectiva da construção de direitos. 

Porém, a Associação procurou mostrar a Lula que as ONGs manterão sua autonomia na relação com o governo federal, sendo companheiras que farão as críticas que se fizerem necessárias, pois não há como se construir um Estado forte e soberano sem uma sociedade civil organizada e autônoma, preparada para exercer o necessário controle social. E a Abong conta com este presidente como parceiro e interlocutor para, juntos, desconstruírem os erros passados e construírem com efetividade uma sociedade brasileira socialmente justa, democrática, pluralista e ecologicamente equilibrada. 

Sérgio Haddad,
Presidente da Abong

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