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informes - ABONG

2107/11/2002 a 13/11/2002

Pacto Social: ABONG participa de reunião com Lula

Com o objetivo de discutir o Pacto Social - e, com este, a possível constituição de um Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social -, o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, convidou empresários, banqueiros, sindicalistas e representantes de organizações e redes da sociedade civil para uma reunião, ocorrida em São Paulo, dia 7/11. Sérgio Haddad e Jorge Eduardo Durão, presidente e secretário geral da Abong, respectivamente, participaram deste encontro.

Na ocasião, 12 representantes desses setores - entre as 150 pessoas presentes - tiveram oportunidade de expor suas idéias e opiniões a respeito da proposta. Sérgio Haddad, um dos convidados que tiveram voz, enfatizou que o Conselho deve ser um foro para debate dos temas macros, que trate da construção de um novo modelo de desenvolvimento, sustentável, e incorpore as populações excluídas, pensando em justiça social. "Ele tem muito mais um valor político-simbólico da construção de consenso entre diversos atores da sociedade civil", avaliou. 

Da mesma forma, Haddad defendeu a idéia de que este Conselho, para além de econômico-social, incorpore os temas relativos ao meio ambiente e à preservação dos recursos naturais, necessária inclusive para as futuras gerações. Sustentou também a idéia de que o Conselho proposto por Lula não venha a substituir o Congresso Nacional e as outras instâncias de participação da sociedade civil, como os Conselhos já existentes. Para ele, os temas particulares e os de natureza corporativa, entre outros, devem ser resolvidos em instâncias próprias, caso das câmaras setoriais.

"Finalmente, valorizei o fato de os setores econômico e social estarem juntos, tendo em conta que, tradicionalmente, estas instâncias são tratadas separadamente. Porém, se estas duas áreas não dialogarem, será impossível construir um pacto, uma idéia de futuro para a sociedade." Neste sentido, Haddad tratou do papel das organizações da sociedade civil, frisando que este Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social não deve ser apenas um espaço de diálogo entre capital e trabalho: deve, sim, considerar outras áreas e outros sentidos da sociedade, como os aspectos de natureza cultural e ambiental. Deve, também, reconhecer que há todo um processo de experiências já construído pela sociedade civil brasileira, com possibilidade de ser incorporado em programas de governo. 

Neste diálogo, estão presentes as perspectivas de sustentabilidade e de construção de uma sociedade civil substantiva, preparada para dar sustentação às políticas públicas."Não há governo forte sem sociedade civil forte - e esta é a perspectiva do trabalho das ONGs. O trabalhador tem sexo, tem cor, e, portanto, essas dimensões têm que ser levadas em consideração na relação Estado e sociedade", concluiu o presidente da Abong.


No encontro, também foram discutidos, de forma geral, alguns pontos do Projeto Fome Zero, de combate à fome no país, tomado por Lula como o primeiro grande desafio do seu governo.

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