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informes - ABONG

2107/11/2002 a 13/11/2002

Iniciativa de gênero monitora turismo e desigualdade

Desde 1999, a Iniciativa de Gênero promove o monitoramento de projetos financiados por instituições multilaterais no Brasil, avaliando seus efeitos sobre as mulheres e as desigualdades de gênero. Com atuação nacional, é integrada por várias organizações feministas, em parceria com a Rede Brasil e o apoio da Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB). Atualmente, a Iniciativa possui grupos em cinco Estados e três diferentes programas.

No período de 17 a 19 de novembro, a Iniciativa promoverá, em Natal (RN), o Seminário Dimensões da Desigualdade no Desenvolvimento do Turismo no Nordeste, realizado no contexto do monitoramento do Projeto de Desenvolvimento do Turismo no Nordeste (Prodetur). Para tal, considera que a realidade das comunidades, atingidas por programas de desenvolvimento turístico, contradiz o que vem sendo apregoado por distintos órgãos: o turismo pode ser uma ameaça e um risco, ao invés de uma oportunidade, tanto do ponto de vista social e laboral quanto do ecológico. Além de representantes dos movimentos ambientalistas, sindicais, feministas, pesquisador@s de universidades, estarão presentes representantes de outras Regiões, com o objetivo de avaliar o modelo "de turismo de massa" proposto pelo Prodetur para todo o Brasil.

A partir deste ano e até 2006, o Prodetur II - financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) - destina novos recursos para o desenvolvimento turístico do Nordeste.Conforme Silvia Camurça, secretária executiva da AMB e membro da Iniciativa em Pernambuco pela ONG SOS Corpo, "desde a IV Conferência Mundial da Mulher, em 1995, tinha-se a consciência de que em vários países o turismo trazia conseqüências negativas para as mulheres". 

É visível o crescimento da exploração de prostitutas e do tráfico de mulheres e meninas - oriundas, em sua maioria, das localidades mais pobres do Nordeste. Porém, o turismo é apresentado como a "grande alternativa" para geração de renda e empregos no país. Infelizmente, o corpo da mulher brasileira é um dos grandes atrativos de divisas: postais e sites com belas mulatas, apresentados como imagens típicas brasileiras, são bons exemplos. 

Entre os casos de exploração da mão-de-obra feminina no Nordeste, relata Silvia, estão os grupos de mulheres que participam de cursos de capacitação para camareira, com estágio em hotéis e perspectivas de serem contratadas. Essas mulheres atuam na função por três meses - como treinamento -, ganham menos que um salário mínimo e acabam por não serem contratadas, mas sim substituídas por novas "estagiárias".


Informações Seminário: coletivoleiladiniz@uol.com.br
amb@aticulacaodemulheres.org.br

 

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