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informes - ABONG

20610/10/2002 a 16/10/2002

Marcha Mundial das Mulheres 2002: a agenda feminista nacional em ação

A Marcha Mundial das Mulheres continua em sua luta contra a pobreza e a violência sexista. No próximo dia 17, consagrado como Dia Internacional de Combate à Pobreza, os eventos da Marcha acontecerão em vários países. No Brasil, salário mínimo, violência sexista e saúde da mulher são os temas na pauta do movimento. 

A ONG Sempreviva Organização Feminista (SOF) é uma das organizações que integra a Coordenação Nacional da Marcha e o Comitê de Segmento Internacional, instâncias das quais sua coordenadora de programas, Miriam Nobre, é membro. Conforme ela, uma campanha pelo aumento do salário mínimo é de grande importância na vida das mulheres, tendo-se em conta que a maioria das brasileiras ganha, em média, dois salários. Esta proposta está em construção, por meio de reuniões de trabalho com o Dieese, o Centro de Estudos Sindicais de Economia do Trabalho, do Instituto de Economia/Unicamp (Cesit) e de alianças com outros setores. "É importante também relacionar salário mínimo com distribuição de renda, colocando em questão a distância entre o valor do maior e do menor salário", frisa Miriam.

Por sua vez, a Marcha das Margaridas, movimento em adesão à Marcha Mundial, está priorizando o debate sobre a violência contra as mulheres em áreas rurais. As mais de 50 mil Margaridas brasileiras batalham pela implementação de leis e de equipamentos, que amparem e protejam as mulheres do campo. Miriam considera que "as delegacias da mulher podem ser bons equipamentos para as regiões urbanas. No campo, não funcionam". Mas as trabalhadoras rurais também se movimentam por um melhor salário mínimo, por um projeto de desenvolvimento rural sustentável, pelo acesso das mulheres à terra. 

Já as várias problemáticas que envolvem a saúde pública e as mulheres serão discutidas em diferentes temas e abordagens, de acordo com as necessidades locais dos grupos. 

Para Miriam, a grande conquista da Marcha Mundial de Mulheres foi a do aspecto organizativo: as mulheres têm sistematizadas agendas de discussão, encontros e ações. Bom exemplo disso será visto também em 2003, quando acontecerá o IV Encontro Internacional da Marcha Mundial das Mulheres.


De 27 a 31 de outubro de 2002 acontecerão, em Quito, Equador, as "Jornadas Continentais de Resistência à Alca", evento paralelo à Reunião de Ministros (para avançar nas finalizações do Acordo) e ao Foro Empresarial. No dia 28, será realizada uma reunião conjunta da Rede Latinoamericana Mulheres Transformando a Economia (Remte) com a Marcha Mundial das Mulheres, que tem como pauta a participação das mulheres e de suas organizações na Campanha contra a Alca; a construção de proposta de ação das mulheres das Américas para o plano de ação estratégico da Marcha, que será debatido no encontro internacional.

No dia 30, ocorrerá o "Encontro Continental de Reflexão e Intercâmbio Outra América é Possível" e, no dia 31, uma grande manifestação pública. Um Foro de Mulheres será realizado em Cuenca, nos dias 25 e 26, organizado pelas equatorianas.


www.sof.org.br/marchamulheres
marchamulheres@sof.org.br

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