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informes - ABONG

1978/08/2002 a 14/08/2002

Ministro de Ciência e Tecnologia reúne-se com representantes de organizações da sociedade civil

No dia 1º de agosto, às 10 horas, aconteceu, em Brasília, uma reunião do Ministro de Ciência e Tecnologia, Ronaldo Sardenberg, com representantes de organizações não-governamentais. Os convidados foram Sérgio Haddad, da Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais - ABONG, Irma Passoni e João Furtado, do Instituto de Tecnologia Social - ITS, Paulo Egler e Marilu Ibañez, da Academia Brasileira de Ciências - ABC e Sílvia Picchioni, da Articulação do Semi-árido - ASA. Na ocasião, foi entregue ao Ministro um relatório do workshop "O papel e a inserção do Terceiro Setor no processo de construção e desenvolvimento da Ciência, Tecnologia e Inovação", ocorrido em Brasília, nos dias 14 e 15 de abril deste ano. 

Segundo os representantes presentes à reunião com o Ministro, como há um distanciamento e desconhecimento recíproco entre o Terceiro Setor, o governo e a iniciativa privada, as tentativas de aproximação devem incluir a participação contínua em fóruns, workshops e reuniões temáticas, que permitam maior interação entre os atores do sistema de CT&I, do setor público ou privado, e as organizações da sociedade civil. 

Outro assunto discutido na reunião foi o reconhecimento, por parte do meio acadêmico-científico, de que as organizações do Terceiro Setor são produtoras também de conhecimento. A produção oficial do conhecimento foi reconhecida, muitas vezes, como limitada por seu distanciamento da população - os trabalhos realizados são inacessíveis à maioria das pessoas - e baixo retorno à sociedade. "Há que se repensar os velhos paradigmas da Academia, em que a valorização da performance está centrada na produção, apresentação e publicação de trabalhos científicos, sem que o endereçamento das questões locais consiga despertar o mesmo valor de mérito no cômputo da qualidade da produção nacional de CT&I", explica o presidente da ABONG, Sérgio Haddad. Os representantes do Terceiro Setor sugeriram o estabelecimento de canais de comunicação que possibilitem um diálogo entre a Academia e a sociedade civil. Para isso, segundo eles, é necessário reconhecer o Terceiro Setor como colaborador para a interação entre Academia, governo e sociedade.

Foi sugerida a constituição de um Grupo de Trabalho (GT), com representantes do Ministério e do Terceiro Setor, "para produzir uma proposta, na qual sejam estabelecidas formas de parcerias entre esses segmentos da sociedade, tendo em vista a participação das organizações do Terceiro Setor na formatação de políticas e diretrizes de ação em Ciência e Tecnologia, tanto no processo de produção e difusão de conhecimentos científicos e tecnológicos, como na identificação de demandas da sociedade", conclui Paulo Egler, da Academia Brasileira de Ciências, de Brasília. Sardenberg apontou o Centro de Gestão e Estudos Estratégicos - CGEE, criado recentemente para administrar os Fundos Setoriais, como um intermediário importante, além da Financiadora de Estudos e Projetos - FINEP e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPq.

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