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informes - ABONG

18118/04/2002 a 24/04/2002

Palestina: é preciso ampliar a solidariedade interacional

Uma luta desigual de Davi contra Golias, mediada por um aliado parcial. Essa é a situação em que se encontra atualmente o conflito entre Palestina e Israel, segundo Paulo Suess, representante do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), e o jornalista José Arbex Jr. Ambos integraram uma delegação apoiada pelo Fórum Social Mundial (FSM) e estiveram na região entre os dias 10 e 15 deste mês. Em coletiva realizada em São Paulo, no dia 16, Arbex e Suess explicaram que a comissão participou de reuniões com vários grupos pacifistas, tanto palestinos quanto israelenses, e o consenso é de que a solidariedade internacional é um fator vital para a mudança do quadro atual na Palestina. Para a maioria, a situação só vai melhorar com a presença de uma força de paz internacional, dentro da ONU, e não apenas com a mediação norte-americana. 

"A opressão de um povo e a privação da terra e da liberdade são o centro de todo o conflito", destacou Suess. Segundo relato de Arbex, o eixo aglutinador dos diversos grupos para a discussão de um acordo amplo passa por três pontos fundamentais: respeito às fronteiras estabelecidas em 1967, status de capital binacional para Jerusalém e direito ao retorno dos refugiados palestinos.


Terrorismo de Estado

"O primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, é inimigo do povo palestino e do povo israelense", ressaltou Arbex, destacando que os massacres promovidos pelo exército israelense só aumentam a atuação dos homens-bomba. Ele reforçou que não se trata de uma luta de palestinos contra judeus, mas sim de terrorismo de estado. O jornalista destaca que é preciso "multiplicar os atos de solidariedade internacional, as manifestações de rua, a pressão sobre os consulados de Israel e sobre os governos nacionais para que forcem Sharon a suspender a chacina".


Questionado sobre o apoio da maioria dos israelenses às ações de Sharon, Arbex avalia que isso é resultado da situação de pânico em que se encontra a população. "Não significa apoio a uma política de extermínio do povo palestino, mas é relacionado à questão da segurança". Para o presidente da Abong, Sérgio Haddad, integrante do comitê organizador do FSM, "Sharon atua como se a violência fosse solução para um problema que é de natureza política".


Fórum sobre a Palestina

O conflito na Palestina será um dos pontos de debate da reunião do Conselho Internacional do FSM em Barcelona (Espanha), que acontece entre os dias 28 e 30 de abril. Uma das propostas surgidas na reunião do comitê organizador do FSM, no dia 17, é a de realizar um fórum social reunindo palestinos e israelenses para um debate político sobre o tema, que seja também um momento articulador da solidariedade internacional.

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