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informes - ABONG

17721/03/2002 a 27/03/2002

Sociedade civil organiza mobilização para acompanhar julgamento do massacre de Eldorado dos Carajás

Depois de quase seis anos do massacre de 19 trabalhadores sem terra, ocorrido no dia 17 de abril de 1996, em Eldorado do Carajás (PA), os responsáveis pelo crime serão julgados, entre os dias 8 e 11 de abril, em Belém (PA). O julgamento está organizado em três grandes sessões, com duração de quatro dias cada. A primeira terá início dia 8, quando serão julgados os quatro principais comandantes da operação. A segunda, no dia 15, deverá julgar 17 oficiais de menor patente. Finalmente, no dia 22, começa o julgamento dos 129 soldados envolvidos.

Essa é a segunda vez que a justiça do Pará organiza o julgamento. Em 1999, houve uma primeira tentativa, que inocentou os oficiais envolvidos. Os advogados do MST se retiraram do júri em protesto contra as "manipulações" feitas pelo juiz responsável, o julgamento foi suspenso e, posteriormente, anulado pelo Poder Judiciário. Temendo novas manobras, o Coletivo de Direitos Humanos/MST, a Rede Nacional de Advogados e Advogadas Populares (Renap), a Comissão Pastoral da Terra e a Rede Social de Direitos Humanos estão mobilizando organizações da sociedade civil e imprensa para acompanharem os trabalhos.

As organizações citadas apontam como indícios de manipulação o fato de os membros do júri terem sido escolhidos em dezembro de 2001 e incluírem 21 pessoas - todas funcionárias públicas, a maioria do governo estadual e algumas em cargos de confiança -, das quais sete serão sorteadas no dia do julgamento. Outro indício seria o fato de o promotor que atua na acusação não ter arrolado nenhuma testemunha entre os trabalhadores que sobreviveram ao massacre ou os jornalistas que filmaram a ação.


Rede Social de Justiça e Direitos Humanos - Tel. (11) 3275-4789 / 3271-1237 E-mail: rede@social.org.br MST - Tel. (11) 3361-3866 E-mail: scgeral@uol.com.br

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