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informes - ABONG

17614/03/2002 a 20/03/2002

Projetos do BID provocam impacto negativo

O impacto das políticas financiadas pelo BID - Banco Interamericano de Desenvolvimento em áreas como o meio ambiente, relações de gênero e turismo foram debatidos por organizações da sociedade civil e pesquisadores entre 5 e 13 de março, em Fortaleza, paralelamente à Assembléia Anual de Governadores da instituição financeira, realizada entre os dias 11 e 13, na capital cearense.


Meio ambiente

O Programa de Desenvolvimento do Nordeste - Prodetur e o projeto turístico desenvolvido no complexo Industrial e Portuário do Pecém, no município de São Gonçalo do Amarante (CE), também financiados pelo BID, foram alguns dos programas criticados.

Moradores de São Gonçalo denunciaram que perderam suas terras para empresas e vêm sofrendo com problemas de saúde e degradação ambiental, conseqüências do projeto.

Em relação ao Prodetur, no Ceará, a avaliação é que o mesmo não beneficiou as comunidades locais, pois 50% dos recursos foram destinados à construção do aeroporto Pinto Martins e o restante deverá incentivar a criação de camarão (carcinicultura), cultura altamente prejudicial às áreas de mangue.


Mulher

As organizações sociais que atuam para a promoção da igualdade entre os gêneros também condenaram o Prodetur. Reunidas na articulação Iniciativa de Gênero, que congrega ONGs de todo o país, representantes do Rio Grande do Norte, Pernambuco e Ceará afirmaram que a prostituição sexual é um dos maiores danos desse programa. Para as entidades, é preciso estabelecer um debate sobre as estruturas sociais, que desqualificam o papel da mulher.


Falta de diálogo

De acordo com Daniel Raviolo (Comunicação e Cultura/CE), diretor regional da ABONG NE-III, uma das organizações responsáveis pela programação de Fortaleza, as principais críticas à atuação do BID são a falta de diálogo com organizações da sociedade civil na elaboração dos projetos e sua subordinação ao "pensamento único", que define a globalização nos moldes em que vem sendo imposta aos países pobres. "Por exemplo, o BID só trabalha em países que têm o apoio do FMI", esclarece.


Daniel lembra que os parlamentos latino-americanos também estão excluídos das discussão sobre as ações do BID, conforme carta divulgada pela Comissão Parlamentar Conjunta do Mercosul. "O diálogo é condição de eficácia para projetos sociais", diz Daniel.

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