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informes - ABONG

17428/02/2002 a 2/03/2002

8 de março: mulheres em movimento

A luta pela igualdade, soberania e autodeterminação será o eixo principal das manifestações do 8 de março, dia internacional de luta das mulheres e um dos eventos de mobilização que constam do calendário do Fórum Social Mundial (ver box). Em São Paulo, os atos estão sendo organizados pelo Comitê Estadual da Marcha Mundial das Mulheres e têm como tema "Mulheres em movimento por igualdade, soberania e autodeterminação".

 

A concentração para a marcha principal acontece às 15 h, na praça Osvaldo Cruz, e segue pela avenida Paulista em direção ao Masp. Em Fortaleza, no Ceará, as manifestações em torno do dia 8 de março serão um dos principais eventos organizados pela sociedade civil em paralelo à Assembléia dos Governadores do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), que acontece entre 7 e 13 de março na mesma cidade. Organizadas pelo Fórum de Mulheres Cearenses, as atividades incluem um acampamento na Praça da Bandeira, nos dias 8 e 9, com ato-tribuna, atos-testemunho, oficinas. Nos dias 6 e 7, acontece o Encontro Nacional da Iniciativa de Gênero.

 

Os debates vão procurar favorecer a reflexão sobre a situação de opressão e exploração das mulheres e o posicionamento das mulheres frente às Instituições Financeiras Multilaterais. Também serão lançadas as publicações da Iniciativa de Gênero: Documento Memória da Iniciativa e Ajuste Estrutural, Pobreza e Gênero. No dia 8, a Passeata das Mulheres sai, às 16 horas, da Praça do Ferreira, com o eixo "Mulheres em luta pelos direitos trabalhistas, contra o imperialismo, a pobreza e a violência".

 

Entre as atividades culturais programadas para a semana, haverá uma apresentação de teatro popular do grupo "As Loucas de Pedra Lilás", de Recife (PE), no dia 11, além de oficina de pintura de painéis/murais por e com artistas plásticos e grafite e show com artistas cearenses. "Ajuste Estrutural, pobreza e gênero na Argentina" é o tema de um dos atos-testemunhos, que contará com a presença de uma ativista da Argentina. Um ato-tribuna debaterá questões de gênero no desenvolvimento turístico do Nordeste.

 

Participarão dessa atividade mulheres vindas de Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte, que apresentarão documento de posição de Pernambuco (enfocando problemas ambientais, problemas quanto ao emprego gerado, problema de exploração sexual e sexo-turismo) e exibirão vídeo-denúncia da Comissão de Mulheres da CUT-PE. Também será inaugurada uma exposição-denúncia sobre turismo-sexual em Natal (elaborada pelo Fórum de Mulheres de Natal) além de uma exibição de vídeo sobre prostituição infanto-juvenil no Ceará.

Comitê da Marcha de Mulheres/SP - Tel./fax (11) 3256-0003, 3107-9038, 3819-3876 E-mail: marchamulheres@sof.org.br. Página: www.sof.org.br/agenda/index.htm

As mulheres no FSM2002 Dos mais de 15 mil delegados do Fórum Social Mundial 2002, cerca de 6.500 eram mulheres. Segundo avaliação preliminar realizada pela Marcha Mundial das Mulheres, a participação feminina no FSM2002 foi positiva. Além de realizarem diversos eventos, entre oficinas, seminários e atos públicos, elas organizaram a conferência "Cultura da violência, violência doméstica", da qual saiu a proposta de organizar, no FSM2003, um Tribunal Internacional sobre as Violências contra as Mulheres. Apesar da forte presença de jovens no FSM, que realizaram diversas atividades no Acampamento da Juventude, a Marcha aponta que a análise feminista foi pouco presente entre eles. Entretanto, em algumas de suas atividades, entre elas o Encontro Internacional da Juventude, em que os panelistas homens predominaram, foi possível falar sobre a importância de vincular a luta contra o patriarcado com a luta contra a antiglobalização neoliberal. A importância de reconhecer o fato de que o patriarcado se encontra no centro da globalização neoliberal também apareceu em 2002 na convocatória dos movimentos sociais (http://www.forumsocialmundial.org.br/por/portoalegrefinal_spanish.asp).

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