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informes - ABONG

1656/12/2001 a 11/12/2001

Seminário aponta caminhos para ampliar a parceria entre ONGs e universidades

Durante três dias, representantes de ONGs de vários países da América Latina e pesquisadores de universidades reuniram-se em São Paulo para discutir a produção de conhecimentos sobre as ONGs, trocaram experiências de parcerias bem-sucedidas, e discutiram a relação Estado e Sociedade Civil. O seminário "Estudos sobre as organizações não governamentais na América Latina: situação e perspectivas", realizado entre os dias 3 e 5, organizado pela Abong, em parceria com a Alop - Asociación Latinoamericana de Organizaciones de Promoción - e a PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) é o primeiro passo de um projeto de ampliação das parcerias entre ONGs e universidades. 

A sistematização das experiências alternativas desenvolvidas pelas ONGs, o mapeamento e aproximação com os núcleos e centros de pesquisa que já estudam a relação Sociedade Civil e Estado, a definição de uma agenda de temas comuns para pesquisa e a divulgação da produção já existente foram algumas das sugestões de estratégias relativas a essa aproximação.

O mexicano Carlos Zarco, do CEAAL, apontou que "é preciso afirmar a especificidade das ONGs e desse espaço em torno de estudos, pesquisa, aprofundando o conhecimento em torno do que somos e fazemos". Zarco sugeriu que se eleja um tema específico para o encontro que permita aprofundar e definir tendências de cada um dos fenômenos de maneira mais clara.

"Temos de ser realistas", lembrou a pesquisadora Céli Regina Jardim, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. "Intervir nos rumos da pesquisa é quase impossível, mas há possibilidades exitosas como os cursos de extensão, a profissionalização do aluno no sentido social e a divulgação do que já existe.


Preparação social

Mônica Rodrigues Costa (Equip), da diretoria da Abong, apontou que é importante pensar em como as ONGs podem contribuir para formar nova cultura profissional, mais responsável socialmente. "Os jovens devem ser preparados não só para o mercado mas também para contribuir socialmente". 

Maria da Glória Gohn, da Unicamp, apontou o exemplo da Faculdade de Educação, que já oferece em seu currículo a disciplina de Educação Não Formal, voltada para os educadores que atuam ou pretendem atuar em ONGs e movimentos sociais. 

Ana Amélia da Silva, da PUC-SP, destacou que é preciso ter a participação de movimentos sociais e outros ativistas. "Outra questão é não perder de vista a perspectiva de temas mais globais de discussão que pensem num projeto de sociedade".


Congresso Internacional

A perspectiva agora é que se realize um Congresso Internacional em novembro de 2002, no Brasil, que irá ampliar essa discussão.Para o próximo encontro reunindo ONGs e universidades, Luiz Eduardo Wanderley, da PUC-SP, destacou que é preciso estabelecer critérios como: participação somente de entidades que tenham compromisso social efetivo e explícito, que sejam transdisciplinares e que proponham alternativas ao modelo de desenvolvimento capitalista. As áreas de atuação poderiam ser: informação, documentação, investigação, formação e extensão.

A Abong publicará em breve material sistematizando as exposições e os debates realizados durante o seminário.

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