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47611/11/2010 a 24/11/2010

Grande São Paulo ganha evento temático do FSM

A Grande São Paulo ganhou nesta semana uma edição temática do processo do Fórum Social Mundial (FSM). O Fórum foi lançado oficialmente na noite da última terça-feira (9), no prédio da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP, na Rua Maranhão. No local, cerca de 250 representantes da sociedade civil organizada foram apresentados à proposta e realizaram uma plenária.

 

A abertura do evento foi animada pelo coral da Faculdade Zumbi dos Palmares e pelo grupo feminino de percussão Ilú Obá De Min, que entoou o refrão “a África negra foi recriada no Brasil”. Nilton Silva, regente do coral, saudou “a cidade que é tão diversa, que é negra, que é branca, que é árabe, que é européia”, enquanto conduzia os presentes para a plenária.

 

Nascido da iniciativa de pessoas e organizações da sociedade civil que acreditam que “outra cidade é possível, necessária e urgente”, o Fórum Social de São Paulo (FSSP) tem o objetivo de unir redes, pessoas e organizações para fortalecer lutas e constituir planos de ação conjunta por uma cidade melhor.

 

A proposta, descrita em sua Carta de Princípios (leia a íntegra aqui), é, assim como do FSM, construir uma nova cultura política, baseada na horizontalidade das relações, na união e no respeito à diversidade de pessoas e organizações; fortalecer e articular a sociedade civil como sujeito político autônomo e estimular ações que visem o atendimento das necessidades humanas, na perspectiva de superação do atual paradigma social e econômico.

 

Oded Grajew, presidente do Instituto Ethos, em sua fala durante o lançamento do Fórum, destacou a importância da luta por outro modelo de sociedade. “Como é possível que tão poucos dominem o mundo? Antigamente eles tinham o monopólio da força, mas hoje não. Hoje se domina pela cabeça. Se diz que o mundo é assim e que não dá pra mudar. Os explorados não conseguem se juntar. Quando eles virem que se unindo é possível mudar, aí sai de baixo”, afirmou.

 

Espaço democrático

Grajew lembrou ainda a importância da articulação para fortalecer as lutas políticas num espaço verdadeiramente democrático. “Incorporamos à luta política, muitas vezes, a competição do capitalismo. Organizações que trabalham com a mesma temática são mais competidoras do que parceiras. A grande novidade do FSM e do FSSP é abrir um espaço onde cada organização é bem vinda desde que esteja de acordo com a carta de princípios. Não há organização ou bandeira mais importante que as demais”.

 

Para garantir este espaço coletivo e democrático, conforme consta na Carta de Princípios, o Fórum não pretende ser representativo da sociedade civil da Grande São Paulo, não tem dirigentes ou porta-vozes e não toma posição enquanto Fórum. Os encontros também não terão documento final. A ideia é que as instâncias do processo tenham função de viabilizar encontros, facilitar a criação e a multiplicação das redes de relações. É nestas alianças que o Fórum se concretizará.

 

Para José Correia, do Coletivo Ecologia Urbana, existe, no mundo todo, uma certa urgência em mudar os padrões de relacionamento e distribuição da cidade e na capital paulista esse mudança é, talvez, mais urgente. “São Paulo é uma cidade rica, cheia de recursos. Se conseguirmos nos articular, temos potencial para construir uma cidade, mais justa, sustentável e igual”, completa.

 

Metodologia

Com base na organização da 10ª edição do Fórum Social Mundial, o FSSP é organizado em duas etapas. A primeira, de baseia em ações descentralizadas que se darão ao longo dos próximos meses em qualquer lugar da capital e da região metropolitana.

 

De acordo com Américo Sampaio, da Associação para o Desenvolvimento da Intercomunicação, “Essa inovação é uma adaptação da metodologia do FSM à realidade da Grande São Paulo”, se referindo às dificuldades de deslocamento na região. “A idéia é que as atividades sejam as que as organizações já realizam ou vão realizar, mas que, com o Fórum, ela tenha como resultado uma articulação para fora da organização; ou que sejam feitos eventos com apoio de outras entidades”, esclarece.

 

Para esta etapa, basta que as entidades interessadas em participar façam o cadastro no site do Fórum Social de São Paulo, em que uma ferramenta permite a publicação de eventos e a visualização da agenda de atividades dos outros participantes. Para se cadastrar, não é necessário ter constituição jurídica, o que facilita o cadastramento de redes e coletivos. É preciso, porém, estar de acordo com a carta de princípios do FSSP.

 

A segunda etapa será um grande encontro previsto para os dias 21 e 22 de maio de 2011, com atividades autogestionadas propostas pelos participantes, como nos processos do Fórum Social Mundial.

 

O Fórum é articulado por um grupo de facilitadores que se divide em quatro Grupos de Trabalho (GTs): GT de Mobilização, GT de Comunicação, GT de Mobilização de Recursos e GT de Metodologia. Os GTs são abertos a todos os participantes do Fórum. As reuniões são realizadas na sede da Ação Educativa, na Rua General Jardim, 660, na Vila Buarque (Veja aqui o calendário das próximas reuniões).

 

A plenária foi finalizada com a votação para escolha da arte para a identidade visual do FSSP. Na parte externa do prédio, estavam algumas propostas recebidas durante o concurso realizado pelo Fórum. A arte escolhida deverá ser ajustada e então colocada nos site, que ainda tem imagens provisórias.

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