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informes - ABONG

47611/11/2010 a 24/11/2010

Regional Sudeste da ABONG enfrenta desafio de lidar com diferença de perfis das associadas

Em depoimento durante a última reunião do Conselho Diretor da ABONG, Adriana Valle Mota e Eleutéria Amora Silva, diretoras do Regional Sudeste, apontaram que um dos principais desafios do regional é lidar com o grande número de organizações e a pouca participação. “Uma das preocupações que a gente tem como regional não é de aumentar o número de associadas, mas de ampliar as associadas que participam de alguma maneira”, diz Adriana.

 

A diretora ressalta também que das 53 associadas que o Regional Sudeste tem hoje, quase não há representantes de fora do estado do Rio de Janeiro e grande maioria das organizações é capital fluminense. Para ela, é preciso repensar a atuação da ABONG no Espírito Santo e em Minas Gerais (O regional representa os três estados, já que São Paulo tem um regional separado).

 

Para tentar aumentar a participação das associadas e da visibilidade para as ações do regional, foram organizadas algumas oficinas. A primeira delas foi sobre o tema dos direitos humanos. “Não tem jeito, essa é uma questão prioritária para o nosso regional. A violência e as políticas públicas de segurança são as questões que representam a maior violação de direitos humanos no Rio de Janeiro”, diz Eleutéria.

 

Leia abaixo a íntegra da entrevista

 

Informes ABONG: Qual é o perfil predominante das associadas do regional Sudeste?


Adriana Valle Mota: A primeira questão nossa é que no âmbito geográfico a gente fala que é ABONG Sudeste, que deveria ser Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais, mas, na verdade, a gente é só Rio de Janeiro. Tem algumas associadas, bem poucas, de fora do Rio, mas as associadas que estão fora do estado participam pouco, não têm muito contato.

 

Mas essa é até uma questão pra gente pensar também, Minas Gerais, um estado tão grande não tem associada da ABONG? Espírito Santo não tem associada da ABONG? E o Rio de Janeiro? Quando a gente fala Rio de Janeiro, a gente está falando da cidade do Rio de Janeiro. A gente tem algumas associadas de fora da cidade, mais da região serrana do estado e da Baixada Fluminense, mas a grande concentração é na cidade do Rio de Janeiro.

 

Nós temos hoje um regional bastante inchado, temos mais de 50 associadas. Houve algumas desfiliações na Assembléia. Com isso, a gente teve aí alguma adequação, mas continuamos com esse número grande. A questão é que dessas associadas, levando em conta as várias modalidades de participação: as que só respondem e-mail, as que vêm na assembléia nacional, as que participam do encontro do regional, as que aparecem em algumas atividades, juntando tudo isso, nós temos umas 15 associadas do Rio de Janeiro que participam de alguma maneira. Tem muita ONG grande que é associada, mas que não participa.


IA: Quais são as principais questões colocadas para a atuação da ABONG na Regional Sudeste?

 

AVM: Lá a gente tem um tipo de representação bastante peculiar, que são algumas coisas que só acontecem no Rio de Janeiro. Existem ONGs muito grandes. Algumas estão associadas à ABONG, mas não participam, outras eram associadas à ABONG, mas pediram para sair porque não têm nenhuma afinidade com a ABONG.

 

Uma consequência disso, que a gente percebe nos processos de organização de grandes eventos, de grandes mobilizações, é que essas grandes ONGs acabam atropelando a ABONG, mesmo fazendo parte da ABONG. Quando a gente fala de Fórum Social, por exemplo, lá a gente tem o Fórum Social Carioca, não é nem Fórum Social Rio de Janeiro. A ABONG já foi convidada a participar, mas não era um processo democrático, não era um processo no qual a gente achou que valeria a pena a ABONG continuar investindo esforços, a gente acabou saindo, mas muitas algumas associadas estavam participando. Algumas até circulando como associadas da ABONG, mesmo tendo pouca participação.

 

Ao mesmo tempo, a gente tem lá na regional hoje as micro ONGs que participam, que estão na ativa, que tem contato direto e mais atuação no regional.

 

IA: De que forma a regional costuma se articular? São realizadas reuniões periódicas?


AVM: A direção ABONG na regional Sudeste é colegiada. Atualmente estamos eu, da Nova, e Eleutéria [Amora da Silva], da Camtra. Eu já estou há 10 anos na ABONG e destes 10 anos, acho que há uns seis ou sete eu estou na direção do regional. A Camtra já está na ABONG há bastante tempo, mas tem um pouco menos de tempo de direção, está há dois anos. As últimas reuniões têm acontecido na Camtra, que comprou, em abril, um espaço, uma sede própria.

 

Uma das preocupações que a gente tem como regional não é de aumentar o número de associadas, mas de ampliar as associadas que participam de alguma maneira e a renovação dos quadros dessa direção também. A gente teve um processo lá no Rio de Janeiro de muitas rupturas entre os representantes do regional. Acho que um mandato a gente teve cinco diretores diferentes porque as pessoas saíam. Lá tem uma característica forte de que a representação é da ONG, mas é a pessoa quem assume o cargo, se ela sair a ONG deixa de ir às reuniões. Já aconteceu várias vezes. Por isso tivemos também bastante trabalho para reunir os materiais que diziam respeito à direção do regional no começo da gestão.

 

A gente tem tentado trazer a ONG de volta com outros participantes, mas lá no Rio a característica é muito essa. A representação fica mais centrada naquela pessoa.

 

IA: Como a ABONG materializa sua atuação junto às associadas na regional Sudeste? Qual projeto ou ação recente que tenha sido articulado pela Regional Sudeste você destacaria?


Eleutéria Amora Silva: Nós fizemos alguns seminários, alguns encontros. Tratamos de algumas questões mais práticas porque eu acho que não tem como uma associação como a ABONG não ter nada concreto. Nós não vamos sobreviver, aglutinar novas entidades, se nós não discutirmos certas questões.

 

Eu levei um tempão para entender a dinâmica do Rio. Aqui é a capital. Nunca deixou de ser. Não tem mais nada, mas pessoas continuam pensando ‘eu estou no Rio de Janeiro, então a minha ONG vai ter visibilidade nacional’. E isso tem um impacto também. Temos que acabar com essa história de ONGs pequenas e ONGs grandes. Tem várias questões envolvidas nos modelos de cada uma, mas tem várias organizações pequenas consolidadas e queremos melhorar a articulação com todas as associadas.

 

Também estamos tentando organizar outros eventos, como uma feira de ONGs, que tem bastante procura porque traz visibilidade para a ABONG e ajudar a articular as associadas.

 

IA: Quais são as pautas da ABONG em nível nacional que mais se relacionam à realidade local? Como elas são discutidas?


EAS: A primeira delas é em torno do tema dos direitos humanos. Não tem jeito, essa é uma questão prioritária para o nosso regional. A violência e as políticas públicas de segurança são as questões que representam a maior violação de direitos humanos no Rio de Janeiro. Para isso, já estamos organizando algumas oficinas.

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