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informes - ABONG

15711/10/2001 a 17/10/2001

Marcha das Mulheres: novos desafios

O combate à pobreza e à violência sexista, o fim da impunidade e a ação contra a guerra são as principais reivindicações da Marcha Mundial de Mulheres que, no próximo dia 17, organiza manifestações em vários estados do Brasil. A Marcha é uma ação do movimento feminista internacional. Sua primeira etapa foi uma campanha realizada entre 8 de março e 17 de outubro de 2000, que recebeu a adesão de 6.000 grupos de 159 países e territórios. As manifestações de encerramento desta primeira fase da Marcha no dia 17 de outubro de 2000 mobilizaram milhares de mulheres em todo o mundo, e na ocasião foi entregue à ONU um abaixo assinado com cerca de 5 milhões de assinaturas em apoio às reivindicações da Marcha. 

Segundo Miriam Nobre, da SOF (Sempreviva Organização Feminista), "a avaliação geral da Marcha é que ela conseguiu juntar mulheres de diferente setores em uma ação comum, fortalecendo o movimento das mulheres, possibilitando o aparecimento de novas lideranças, ampliando o debate sobre questões econômicas e sobre a violência sexista".

Neste ano, a ênfase das manifestações varia de estado para estado. Miriam cita como exemplo Alagoas, em que a briga é pela abertura de uma delegacia da defesa da mulher, promessa do governo na marcha de 2000 não concretizada até o momento, e o Maranhão, em que está sendo discutida a forma como está sendo criado um conselho dos direitos da mulher pelo governo do estado. A programação completa pode ser encontrada no site da Marcha.

Para Miriam, os principais desafios na continuidade da Marcha hoje são de duas ordens. "A primeira se refere à nossa capacidade de atualização da plataforma: o aprofundamento de uma visão feminista, da articulação das reivindicações e ações de combate à pobreza e violência sexista, e da relação entre conquistas de médio e curto prazo que criem condições para transformações estruturais. O outro desafio é de ordem estrutural e de estratégias de ação. Como garantir que as decisões políticas sejam concernentes a todas, mas sem criar estruturas rígidas e hierárquicas, como impulsionar os países onde a Marcha não continuou o mesmo fôlego, como grantir nossa participação e construção conjunta nos movimentos anti-globalização neoliberal e ao mesmo tempo organizar ações próprias das mulheres".


Encontro Internacional

Entre os dias 2 e 6 de outubro, aconteceu em Montreal, no Canadá, o 3º Encontro Internacional da Marcha Mundial das Mulheres. Cerca de 60 mulheres de 35 países participaram, procurando fazer uma análise da conjuntura centrada na possibilidade da guerra. Miriam explica que foram avaliados os temas da globalização econômica de um ponto de vista feminista, os retrocessos nas convenções e instituições internacionais relacionadas aos direitos das mulheres, a presença no Fórum Social Mundial, ações de solidariedade e suporte às mulheres em situações de conflito. Também "nos organizamos na forma de grupos de trabalho por temas e com um coletivo internacional que tem a responsabilidade política de promover os debates, ações e fazer circular as informações".


Marcha no Brasil - E-mail: marchamulheres@sof.org.br Tel./fax: (11) 3819-3876 www.sof.org.br/marchamulheres

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