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informes - ABONG

15527/09/2001 a 3/10/2001

Seminário em São Paulo debate relação ONGs-Governo

 

O debate sobre o público e o estatal, o acesso a fundos públicos, o monitoramento e a proposição de alternativas de políticas públicas serão o foco do seminário "Rumos da relação ONGs e governo", organizado pelo Fórum Paulista de ONGs (Fopong), e que acontece na próxima terça-feira, dia 02, no Centro de Juventude e Educação Continuada (Rua General Jardim, 660 - Vila Buarque - São Paulo - SP). Participam do seminário Silvio Caccia Bava, diretor da Abong e pesquisador do Instituto Pólis, Henrique Svirsky, coordenador do Pró-ONG na Secretaria do Meio Ambiente do Estado, e Rubens de Oliveira Duda, presidente do Fórum ONGs/Aids de São Paulo.


Novos desafios

O seminário realizado no último dia 18 pelo Fopong debateu os novos desafios na relação ONGs e sociedade. A diretora da Abong Marina Kahn (ISA) apontou como principais desafios a necessidade de se politizar a questão social e a criação de um modelo alternativo de desenvolvimento. Ela destacou também que, nos últimos anos, houve uma ampliação do movimento popular, o avanço de alguns setores do governo na discussão dos temas trabalhados pelas ONGs e uma maior participação popular em instâncias participativas. Para Kahn, a sociedade precisa ter mais controle sobre o trabalho desenvolvido pelas ONGs.

Maria da Glória Gohn, da Unicamp, destacou como a emergência dos movimentos sociais dos anos 70 e 80, atrelados às ONGs, possibilitou o surgimento de novos atores sociais. Segundo a pesquisadora, a conjuntura nacional hoje se caracteriza por um descolamento entre as ONGS e os movimentos sociais. Ao mesmo tempo, o Estado se transformou mais em um gestor de políticas públicas do que executor. Gohn destacou também a valorização do trabalho voluntário, a renovação do poder local e da interação Estado-sociedade civil. Na conjuntura internacional, ela chama a atenção para o movimento anti-globalização, que não existiria sem a atuação das ONGs.

Para Gonh, as ONGs são agentes promotores de inclusão social. Entretanto, nos anos 90, há uma mudança de perfil, com o surgimento de "ONGs que atuam no `mercado´, prestando serviços, para uma `clientela´". Segundo a pesquisadora, o chamado Terceiro Setor engloba este novo perfil, "não como um perfil de emancipação social, com um projeto de mudança social. As estruturas que provocam esta exclusão se repetem aí".

A parceria com as políticas públicas, a sustentabilidade financeira, o investimento na formação de lideranças e o empoderamento de grupos e não de indivíduos foram apontados pela pesquisadora como um dos principais desafios para as ONGs hoje. Gohn ressaltou que as ONGs têm uma produção de conhecimento maior às vezes que alguns centros universitários, constituindo-se como verdadeiros laboratórios experimentais. Isso traz a necessidade de se recrutar mão-de-obra qualificada e, em conseqüência, um novo problema em relação à sua sustentabilidade.

Para Silvio Caccia Bava, nenhuma mudança social ou de estrutura política efetiva pode ser conseguida sem uma atuação em rede das ONGs, movimentos sociais e outros atores, que devem definir em conjunto um projeto social e de desenvolvimento do país.

 

Abong - (11) 3237-2122

 

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