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informes - ABONG

15420/09/2001 a 26/09/2001

Conselho Brasileiro do FSM 2002 debate Movimento Pela Paz

Incorporar o debate sobre a não-violência como um ponto fundamental da agenda do Fórum Social Mundial 2002 foi um dos principais eixos de discussão na reunião de constituição do Conselho Brasileiro, realizada em São Paulo, na quarta-feira, dia 19. Cerca de 100 representantes de organizações não-governamentais, redes e movimentos sociais, entidades, sindicatos, igrejas e comitês de mobilização de apoio ao FSM em todo o Brasil participaram da reunião, além de representantes do Comitê Organizador, integrado por Abong, Attac, CBJP, CJB, Cives, CUT, Ibase e MST e de Miguel Rossetto, vice-governador do Rio Grande do Sul, que veio dar o seu apoio como Estado anfitrião.

A discussão sobre a conjuntura após o atentado terrorista contra os Estados Unidos ocupou a maior parte da manhã. A condenação do terrorismo, seja de Estado ou não, e a necessidade de discutir as possíveis causas do ataque contra os EUA foi um consenso. "Pouca gente acredita que esse novo mundo que queremos construir virá através de violência ou do atual sistema econômico. Mesmo que existam aqueles que optem pela violência, uma solução estrutural não virá daí", destacou Oded Grajew (Cives). Para Sérgio Haddad (Abong), entre o terrorismo e a guerra, o FSM fica com a política, com o debate de idéias e as mobilizações pacíficas.

Ceci Juruá, do Comitê de Mobilização do Rio de Janeiro, ressaltou que o atentado do dia 11 não foi um ponto de início, mas a continuação de uma fase marcada pelo terrorismo de Estado e do capital. "Novos tempos de paz, harmonia e justiça requerem uma nova ordem internacional. É preciso defender o princípio da não-intervenção. O contrário seria um convite à guerra". A não-violência e o repúdio ao terrorismo também foram destacados por Maria José Jaime (Inesc), que ressaltou que a luta pela paz deve ir além e incorporar a agenda e os princípios do Fórum Social Mundial.

Não assumir o que os meios de comunicação falam como verdade foi o alerta feito por Ivo Poletto, da Cáritas. "Não há nenhuma evidência de quem seja o efetivo responsável. A dúvida deve ser mantida até que se prove sua culpa. Neste sentido, a posição do governo do Afeganistão, de enviar Bin Laden para um outro país para que ele seja julgado por um tribunal internacional pode ser apoiada". Poletto destacou também que é preciso recordar as relações passadas entre Laden e os Estados Unidos, que devem explicações à sua população e à comunidade internacional sobre o que teria levado um antigo aliado a se voltar contra o país.

"Se o FSM não existisse, este seria o momento para criá-lo", disse Carlos Tibúrcio (Attac), membro do Comitê Organizador. Para ele, seria necessária uma reação preventiva à guerra no mundo inteiro, com marchas nas ruas. Como iniciativas urgentes, aponta o reforço dos laços estabelecidos entre as entidades brasileiras e as internacionais que participam da preparação do FSM2002 para que possam atuar em conjunto e o estímulo da reflexão para a quebra do pensamento único.

O período da tarde foi destinado aos informes gerais e à discussão sobre o processo de formação do Conselho Internacional e da mundialização do FSM2002. Foram apresentadas a metodologia do próximo FSM e a Carta de Princípios. Entre os outros eventos programados para o FSM2002 estão o Fórum Mundial de Parlamentares e o Acampamento da Juventude. Um encontro específico, reunindo o conjunto das centrais sindicais, ainda está sendo definido. A reunião discutiu ainda a formação de Comissões Temáticas, a grade de conferências e as atividades de mobilização que estão sendo realizadas.

Uma das iniciativas preparatórias ao FSM é a formação e o fortalecimento de comitês de mobilização nos estados e demais regiões e a realização de fóruns regionais preparatórios. A formação do Conselho Brasileiro visa envolver as organizações participantes nos preparativos da segunda edição do FSM e criar condições para a continuidade do Fórum Social Mundial para além de 2002.


Ato ecumênico

Margarida Ribeiro, do Conic, aproveitou o debate sobre a questão da violência para convocar todas as organizações presentes a participarem no domingo, dia 23, às 10 horas, de ato ecumênico pela paz no Parque do Ibirapuera, em São Paulo. Estarão presentes lideranças das comunidades cristã, árabe e judaica de São Paulo.
Secretaria Executiva do FSM - (11) 258-4466 E-mail: fsm2002@uol.com.br

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