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informes - ABONG

1305/04/2001 a 11/04/2001

Seminários discutem modelos de desenvolvimento para a Amazônia

Cerca de 150 representantes de agricultores familiares, indígenas, extrativistas, ONGs, estudantes, partidos políticos, professores, Igrejas dos estados do Maranhão e Tocantins participaram do Seminário sobre a Hidrovia do Araguaia-Tocantins, realizado nos dias 27 e 28 de março, no campus de Marabá, da Universidade Federal do Pará (UFPA). Promovido pela Federação dos Trabalhadores Rurais dos Estados dos Pará e Amapá (Fetragri) - regional Sudeste, CPT, Cepasp e Fase, além de contar com o apoio do FAOR, o seminário teve como objetivo discutir os impactos do projeto da hidrovia e discutir políticas públicas adequadas à realidade do ecossistema e das populações da Amazônia.

Como resultado, as entidades participantes - entre elas, a Fase, a CPT e o FAOR - elaboraram a Carta de Marabá, em que manifestam sua posição contrária não apenas à construção da hidrovia, mas "a projetos e programas de desenvolvimento que apenas deixam na região seu rastro de destruição, levando benefícios para fora, e que não priorizam os interesses da grande maioria da população".

Na carta, as entidades atacam os grandes projetos desenvolvidos pelo governo nos últimos 40 anos, como a Transamazônica, o Polonoroeste e o Projeto Carajás, entre outros, e denunciam a retomada pelo governo do mesmo tipo de empreendimento através do programa Avança Brasil, dentro do qual está prevista a construção da hidrovia Araguaia-Tocantins, que atinge os estados do Pará, Tocantins, Maranhão, Mato Grosso e Goiás.

Segundo a carta, a estratégia desenvolvimentista para a Amazônia "consolida a região como mera produtora de energia elétrica, para "os centros dinâmico" da economia nacional, e enquanto base para extração de recursos naturais e corredor de exportação de matérias-primas e grãos - a soja, principalmente - para os mercados dos países do hemisfério Norte".

Para os participantes do seminário, valorizar a produção familiar rural, que hoje representa 90% da mão-de-obra ocupada no campo e 93% dos estabelecimentos rurais, segundo dados do IBGE, é uma das decisões que precisam ser tomadas para superar o passivo social e ambiental existente na Amazônia provocado pelos grandes projetos.


Debate em Brasília

Discutir os projetos do Programa Avança Brasil com o governo e parlamentares é um dos principais objetivos do Seminário Nacional sobre o Desenvolvimento da Amazônia, organizado pelo Instituto Socioambiental (ISA), em conjunto com o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) e a Fundação Konrad Adenauer, que se realiza nos dias 9 e 10, em Brasília. O seminário pretende também traçar planos para redução, controle ou eliminação dos impactos socioambientais das obras do programa, propor princípios de execução de planos e projetos que norteiem novas ações para a Amazônia e discutir o papel de outros atores para o desenvolvimento regional, como as ONGs e os bancos privados interessados em investimentos em serviços ambientais da floresta.


Núcleo de Comunicação das Entidades Populares do sudeste do Pará - Fone/fax: (91) 324 1633
FAOR - faor@amazon.com.br
ISA - www.socioambiental.org.br tel (61) 349 5114 / 340 9992 E-mail: Fernando@socioambiental.org.br
IPAM - www.ipam.org.br

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