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informes - ABONG

12715/03/2001 a 21/03/2001

Projeto se destaca na retirada de crianças de lixão

A Casa do Jovem de Aguazinha, de Olinda, Pernambuco, foi um dos exemplos destacados pelo Unicef durante o anúncio, no último dia 13, dos primeiros resultados da campanha Criança no lixo, nunca mais. A Casa do Jovem presta atendimento à população de adolescentes que vivem no lixão de Aguazinha e foi um projeto-piloto implantado em 1999 pelo Centro de Estudos e Ação Social Urbano (CEAS), com apoio da Unicef. As crianças e adolescentes atendidos praticam atividades lúdicas, passeios culturais e ecológicos, assistem a palestras sobre sexualidade, drogas e violência, recebem acompanhamento psicológico, além de orientações para a formação profissional.


Olha nós aqui!

Breno Nascimento, diretor-executivo do Ceas, afirma que a necessidade de um programa específico de atendimento aos adolescentes apareceu com o trabalho organizado no lixão junto aos adultos e crianças de até cinco anos. Em 1994, a repercussão na imprensa nacional e internacional de que os catadores de lixo da região haviam ingerido carne humana encontrada entre os dejetos hospitalares lançados regularmente em Aguazinha obrigou governo e ONGs a se articularam para encontrar uma solução para o problema, envolvendo uma intervenção tanto em nível ocupacional quanto pedagógico. Foi aí que nasceu o Projeto Meio Ambiente e Cidadania (PMAC). "Dentro do projeto, o papel do Ceas era desenvolver um trabalho com adultos para construir uma associação que seria o instrumento de organização social e econômica e potencialização da atividade deles, aumentando a renda e abrindo brecha para o diálogo, de maneira que os pais se convencessem a não permitir que as crianças fossem para o lixo e sim, para a escola".

A partir daí, nasceu a Associação dos Recicladores de Olinda (ARO). Breno lembra que, entretanto, um outro público - o de adolescentes - "desenvolvia-se e reproduzia-se sem assistência e qualquer atenção própria. No dia da assembléia de fundação da ARO, o ônibus que levaria os adultos foi invadido por adolescentes agressivos, muitos deles usuários de drogas como cola de sapateiro e maconha. Esse fato, na verdade, foi a manifestação de uma necessidade que esses adolescentes tinham. Eram eles perguntando: e nós, como ficamos?"


Trabalho árduo mas bem-sucedido

Breno destaca que foi a partir desse episódio que se começou a desenvolver o projeto da Casa dos Jovens. "Durante quase quatro meses, fizemos oficinas lúdicas com os adolescentes, discutindo quais eram os problemas, carências, necessidades e expectativas deles, além de conversas com os pais. A partir daí, desenhamos o projeto, que recebeu recursos da Unicef".

Uma casa nas proximidades do lixão foi alugada para a realização das atividades. "A idéia não era filiar ou cadastrar os jovens, mas sim abrir o espaço para que eles conduzissem as discussões sobre os problemas familiares e de consumo de drogas, entre outros assuntos". Uma das atividades que Breno destaca foi o trabalho de construção da história de cada um deles.

O projeto Casa dos Jovens desenvolveu-se durante quase um ano (março a dezembro de 1999). Um dos problemas principais enfrentados, segundo Breno, "foi preparar os técnicos e oficineiros para lidar de uma forma saudável com a agressividade desse público, que vem de uma realidade de exclusão, miséria, criminalidade e de envolvimento com drogas. Introduzir novos valores e regras de convivência - como por exemplo, lavar a louça que utilizou, varrer a sala, tratar bem equipamentos - foi o desafio".

Toda a estrutura da Casa do Jovem acabou sendo incorporada pela prefeitura de Olinda, "o que atende à idéia da ONG como um proponente de políticas públicas sociais alternativas", recorda. Hoje, a Casa funciona no antigo espaço de uma danceteria, com capacidade e estrutura para atender a uma demanda ainda maior.


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