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informes - ABONG

1225/02/2001 a 9/02/2001

CFEMEA analisa participação das mulheres no poder municipal

O Cfemea - divulgou, nos dois últimos números do boletim Fêmea, análises sobre a participação das mulheres nas eleições municipais de 2000, e na composição do secretariado das administrações que assumiram em janeiro passado.

 

Para conhecer a situação das mulheres nas administrações, o Fêmea consultou as prefeituras de capitais. Entre as 22 que responderam à pesquisa, apenas Belo Horizonte não tem nenhuma mulher no primeiro escalão. Nas demais, as mulheres representam 19% do secretariado municipal.

As Prefeituras de Fortaleza, São Luis, Teresina e Porto Velho não responderam à pesquisa. As mulheres representam menos de 10% na composição do primeiro escalão em Belo Horizonte (0%); Cuiabá (5,88%); e João Pessoa, Manaus e Vitória, com 8,33% cada.

Nas seis capitais administradas por Prefeitas, as mulheres representam 33% do primeiro escalão em Boa Vista, 25% em Natal; 22% em Palmas e São Paulo; 21% em Florianópolis; e 14% em Maceió.

Na Prefeitura de Goiânia, as cotas de no mínimo 30% para cada sexo foram adotadas como critério na composição do secretariado e das assessorias especiais. Naquela cidade, dos 33 cargos de primeiro escalão, 13 ficaram com mulheres.


Resultado eleitoral

No final do ano passado, o Fêmea divulgou o resultado da participação das mulheres nas eleições municipais. Foram 70.321 candidaturas femininas aos parlamentos municipais e 296.902 masculinas. A informação sobre o sexo não constava em 121 fichas de candidaturas. Nesse universo foram eleitas 7.001 mulheres, o que equivale a 11,61% do total, 53.266 homens e 20 nomes sem a informação do sexo.

Para as Prefeituras, candidataram-se 1.139 mulheres - 7,59% do total -, e 13.873 homens, além de 20 candidaturas sem informação do sexo. Foram eleitas 317 mulheres - 5,70% do total - e 5.241 homens, além de um nome sem informação do sexo. Entre as eleitas, seis vão administrar capitais.

De acordo com Almira Correia de Caldas Rodrigues, socióloga, assessora técnica e integrante do Colegiado Diretor da Cfemea, o resultado eleitoral de 2000 demonstra que o estabelecimento das cotas tem se mostrado insuficiente para aumentar o número de mulheres eleitas para Prefeituras ou Câmaras Municipais. "Se os partidos não tiverem trabalho de estímulo e capacitação, só a legislação não resolve", disse. De acordo com Almira, ainda são poucos os partidos que estabelecem cotas também para a participação das mulheres em seus quadros, medida que efetivamente resultaria numa maior inserção das mulheres na vida política.

Almira chama a atenção para o fato de, logo após as eleições, a mídia ter divulgado o crescimento na eleição de mulheres com base em dados equivocados. Em 1996 não era obrigatório o preenchimento do item "sexo" na ficha de registro das candidaturas, e 37,25% delas não tinham essa informação. Assim, comparando esses dados aos de 2000, teve-se a falsa impressão de um aumento significativo, mas na verdade, outras análises demonstram que isto não ocorreu.

Confira os dados da participação das mulheres nos últimos processos eleitorais no site do Cfemea www.cfemea.org.br

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