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informes - ABONG

99julho de 2000

Pesquisa FASE mostra alto índice de desigualdade racial

Existe um alto grau de desigualdade entre negros e brancos no Brasil. É o que constata uma pesquisa realizada pela Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional (FASE).

Utilizando as bases de dados da Pesquisa Nacional por Amostragem Domiciliar (PNAD) de 1998 e aplicando a mesma metodologia do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), para medir as disparidades entre os grupos étnicos: branco e afro-descendente, e sob a coordenação do professor Marcelo Paixão, a FASE realizou este estudo sobre os Indicadores de Desenvolvimento Humano (IDH), dentro do projeto "Brasil 2000 - Novos marcos para as relações raciais".

Os IDH foram desenvolvidos pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, e classificam 174 países do mundo, dentro de um ranking que agrega três variáveis básicas: renda per capita, longevidade e alfabetização combinada com a taxa de escolaridade. Por este índice o Brasil está colocado em 74º no ranking do PNUD e se enquadra como um país de médio índice de desenvolvimento humano.


A realidade

No entanto, segundo a pesquisa da FASE, se aplicássemos o mesmo indicador somente para a população branca, nosso país ocuparia a 49ª posição, já quando aplicado à população afro-descendente (considerando negros e pardos), o Brasil estaria na 108ª posição.

Outro dado relevante detectado pela pesquisa da FASE é que há quarenta anos, a esperança de vida dos brancos era de 47,5 anos, ao passo que a esperança da população afro-descendente não ultrapassava os 40 anos. Hoje os brancos vivem cerca de 70 anos e os afro-descendentes 64. Considerando estes dados, a desigualdade entre brancos e negros demoraria 160 anos para ser superada.

Com relação ao rendimento médio familiar per capita, os brancos têm um rendimento médio familiar de 3,12 salários mínimos e os afro-descendentes têm de sobreviver com 1,32 salário mínimo.

É importante ressalvar também que em nenhum Estado brasileiro os IDH afro-descendentes foram maior que o da população branca, o que mostra que a desigualdade racial é fato em todos os Estados brasileiros, independentemente de seu estágio de desenvolvimento.

O estudo da FASE foi ajustado aos gêneros (IDG). Incorporando-se aos indicadores femininos o valor do IDG cai em relação ao IDH o que mostra igualmente disparidade entre os gêneros.

Informações com Marcelo Paixão, nos telefones (21) 558-3602/286-1441, ou com Márcio Alexandre nos telefones (21) 9257-3827/286-1441 ou endereço eletrônico marcio@fase.org.br. O trabalho na íntegra está disponível na página eletrônica www.atlas.rits.org.br ou no Acervo da FASE www.fase.org.br.

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