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informes - ABONG

93junho de 2000

CEAP divulga pesquisa sobre racismo no Rio de Janeiro

O Centro de Articulação de Populações Marginalizadas - Ceap (RJ), em parceria com a empresa DataUff, e com o apoio da Fundação Ford, acaba de divulgar resultado da pesquisa sobre relações raciais, realizada no Rio de Janeiro. A pesquisa foi feita por amostragem, nos 41 municípios do Estado, e foram entrevistadas 1.172 pessoas, entre negros, pardos, brancos, amarelos e índios, de 18 a 60 anos.

A primeira constatação do trabalho foi a confirmação do "racismo inconsciente". Entre as pessoas ouvidas, 94% afirmaram que existe preconceito contra os negros, porém, 87% garantem que não são preconceituosas e apenas 12% assumiram ter algum tipo de preconceito.


Ações afirmativas

Em relação às ações afirmativas, 50% considera que o governo deve "obrigação especial" aos negros por causa da herança escravista e da discriminação ao longo dos anos, e 47% posicionou-se contrário a esta prática. Especificamente em relação à reserva de vagas para bons empregos aos negros, 58% dos entrevistados afirmaram ser favoráveis e 40% contrários. Já a idéia de reservar vagas em universidades públicas para os negros foi aceita por 55% da população e rejeitada por 44%.

O Ceap chama a atenção para a resistência da "elite intelectual branca" em relação as ações afirmativas. Entre os entrevistados que tinham curso superior, 93% afirmaram ser contrários à reserva de vagas nas universidades e apenas 7% a favor. Para os bons empregos, 87% são contra a reserva de vagas e 13% favoráveis.


Justiça

 

Sobre a pena de 1 a 3 anos de prisão para quem comete crime de racismo, 59% dos entrevistados consideram a pena justa e 20% responderam que é leve.


Para aferir as categorias que descrevem a cor ou a raça da população, a pesquisa apresentou os itens utilizados pelo IBGE, acrescidos de outros, como a denominação "moreno". A conclusão é que a categoria "negro" é mais aceita que a "preto", escolhidas respectivamente por 10% e 3% da população. No geral, 30% definiram-se como morenos, 28% como brancos e 16% pardos. Entre os que se consideram morenos, a maioria seria considerada branca pelo IBGE.


Resultados

Para o Ceap, ONG que há 11 anos trabalha com questões referentes ao preconceito racial no Brasil, além de esta pesquisa respaldar os programas institucionais, ela poderá ser transformada em estudos que orientem políticas públicas de ações afirmativas para a promoção da igualdade de oportunidades entre as pessoas.


Mais informações pelo e-mail comuni@uol.com.br ou pelo telefone (21) 509-4413; fax (21) 509-2700.

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