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informes - ABONG

92junho de 2000

Pesquisa analisa índice de mortalidade materna

No último dia 28 de maio, Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher, a Rede Nacional Feminista de Saúde e Direitos Reprodutivos divulgou dossiê sobre a mortalidade materna no País e no mundo, resultado de pesquisa elaborada por Ana Cristina d´Andretta Tanaka.

O estudo utiliza dados do DataSUS; IBGE do período de 1980 a 1997, que revelam um coeficiente, no Brasil, de aproximadamente 110 mortes maternas por cem mil nascidos vivos. Um número próximo dos coeficientes dos países latino-americanos mais pobres e que reflete "a desarticulação, desorganização e qualidade inadequada da assistência de saúde prestada à mulher durante o período gestacional e de pós parto, pois a assistência pronta, oportuna e adequada pode evitar a maioria dessas mortes".


Subinformação

Outro dado que chama a atenção na pesquisa, é a subinformação que caracteriza a morte materna, isto é, omite-se freqüentemente que a morte foi decorrente de complicações na gestação, parto, ou pós parto. O fator de correção da subinformação no Brasil é de duas vezes, ou seja, para cada morte declarada como materna existe uma que não foi declarada como tal. Assim, embora os dados indiquem que a taxa de mortalidade materna foi de 55,1 por cem mil nascidos, ela na realidade deve estar próxima de 110 por cem mil nascidos vivos.


Indicador de desigualdades sociais, o índice de mortalidade materna é maior nas regiões menos desenvolvidas. No Norte, Nordeste e Centro-Oeste, a morte de mulheres, entre 10 e 59 anos, pela causa materna ocupa a oitava posição dos óbitos em relação a todas as outras causas de morte, a nona na região Sul e a décima na Sudeste.


Causas

As quatro principais causas de morte materna no Brasil são: as síndromes hipertensivas, as hemorragias, as complicações do aborto e as infecções pós parto, que são causas obstétricas diretas, responsáveis por 89% das mortes no Brasil.


Embora o Brasil seja signatário da declaração e Plano de Ação para a redução em 50% de suas taxas de mortalidade materna, elaborada em 1990, por ocasião da Conferência da Infância, esta meta não foi alcançada até 2000. A pesquisa revela que a realidade não se alterou desde 1985.


Rede Nacional Feminista de Saúde e Direitos Reprodutivos - Fone: (11) 813-9767/814-4970; Fax: (11) 813-8578; E-mail:

redesaude@uol.com.br

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