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informes - ABONG

90maio de 2000

ABONG contesta declarações do ministro Geraldo Quintão

Exmo Sr. Ministro da Defesa, Dr. Geraldo Quintão

Tomamos conhecimento através da imprensa (O Estado de São Paulo, 16/05, página A-13) de declarações atribuídas a V. Excia. que teriam sido feitas durante recente visita ao Estado do Amazonas, no sentido que "as ONGs se banqueteiam de recursos internacionais e dão migalhas aos índios que moram no norte do Brasil", e "o que fazem essas ONGs que estão aí cheias de dinheiro, que propagam ao mundo que defendem os índios, e que estariam aqui no Brasil para defende-los?".

Como presidente da Associação Brasileira de ONGs ( ABONG, que congrega várias ONGs que trabalham na região amazônica, em muitos casos em parcerias com organizações indígenas, sinto-me no dever de contestar suas declarações.

Não achamos correto que um ministro de Estado ataque deliberadamente segmentos da sociedade brasileira, a ponto de criminalizá-los, sem conhecer o seu trabalho. Uma pessoa com a formação jurídica de V. Excia. deveria saber que as ONGs atuam legalmente no Brasil como em todos países democráticos do mundo.

As ONGs financiam os seus projetos com recursos de doação internos e externos, através de esforços permanentes de formulação de projetos, do estabelecimento de relações interinstitucionais variadas, e do acesso a recursos de programas governamentais e não governamentais. Nosso desempenho administrativo é regularmente auditado, nossos balanços anualmente publicados e não temos reclamações dos nossos doadores sobre o desempenho dos nossos projetos e sobre a fidelidade aos nossos objetivos estatutários. Se por ventura isto ocorre, pergunto: quem continuará financiando organizações que não cumprem sua missão ou seus objetivos, que enganam seus doadores?

As ONGs, em sua grande maioria, lutam com esforço e dificuldades para se manter e continuar trabalhando para melhorar as condições de vida da população brasileira, bem como no aprimoramento da democracia e da cidadania no nosso país.

Nem por isso pretendemos substituir o Estado nas suas competências legais e no seu papel. Ao contrário, as ONGs têm apoiado o Estado com propostas relativas às políticas públicas cabíveis às situações regionais específicas em que trabalham; também com ações exemplares de implementação de projetos que podem e devem servir de modelo a ser universalizado pelos poderes públicos.

Gostaríamos que V. Excia. desse concretude às suas acusações; que nomine as ONGs que atuam indevidamente na região amazônica, com práticas inadequadas e indique com quais recursos estariam se "banqueteando", pois todos temos interesse em conhecê-las.
Porém, caso não existam, o mínimo que esperamos é uma retratação pública por ter acusado, sem provas e sem razão, instituições, brasileiros e brasileiras que apenas procuram trabalhar honestamente para um Brasil melhor.

Esperando resposta de V. Excia, nos subscrevemos, respeitosamente.

Sérgio Haddad
Presidente da ABONG

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