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informes - ABONG

80março de 2000

Transparência Brasil inicia combate à corrupção

A ONG Transparência Brasil divulgou publicamente, no último dia 15, em São Paulo, as atividades que realizará no combate às causas da corrupção e para o desenvolvimento de instrumentos que "dificultem" esta prática. O evento incluiu uma coletiva à imprensa, com a participação de diversos jornais, emissoras de TV e rádio; e uma palestra com a participação de estudantes e membros de organizações da sociedade civil.

Além dos membros do Conselho Deliberativo da TB, do qual a ABONG faz parte, participaram do lançamento o diretor-executivo da Transparência Internacional, o chileno Miguel Schloss, e o diretor da Transparência na Argentina, Christian Gruenberg.


Campanha

O custo social da corrupção, o combate a símbolos coletivos de apoio a esta prática - como o "rouba, mas faz" -, e o voto como a principal arma de combate à mesma, são os três vetores da campanha publicitária que marca o início das atividades da TB.


Realizada voluntariamente pela empresa ADAG, a campanha tem como conceito principal a frase: "Corrupção custa caro para o País, e muito mais caro para a nossa gente". O objetivo é conseguir espaço gratuito para a veiculação da campanha em âmbito nacional, como forma de apoio dos meios de comunicação à iniciativa.

No dia seguinte ao lançamento da TB, representantes do Conselho Deliberativo, acompanhados por Miguel Schloss, foram a Brasília apresentar a entidade aos presidentes do Legislativo e do Judiciário Federal. Leia mais sobre o trabalho da TB no Informes ABONG 78 (www.abong.org.br/informes/informes78.htm)


Sociedade civil

Chico Witacker, secretário-executivo da TB, salientou a importância da adesão da sociedade civil no combate à corrupção. "Devemos criar atitude de repulsa na sociedade", disse. Neste sentido, aponta para o desenvolvimento de uma "cultura do controle social sobre os que têm cargo público", o que se constitui em um dos objetivos da entidade.

Eduardo Capobianco, presidente da TB, respondendo sobre a participação de empresários na ONG, ponderou que a corrupção custa caro para a iniciativa privada, prejudicando as empresas competitivas e beneficiando as corruptas. De acordo com ele, o empresário vive hoje um dilema: ou se adequa às práticas de corrupção, ou tenta acabar com elas.

No mesmo sentido, Miguel Schloss e Christian Gruenberg relataram experiências internacionais que levaram à redução dos índices de corrupção a partir do controle social de atividades públicas. Na Argentina, por exemplo, a Transparência estabelece acordos com partidos políticos e agências de publicidade envolvidas em campanhas eleitorais para que as duas partes divulguem, respectivamente, os gastos e os ganhos com esta atividade. As informações são divulgadas pela entidade, e os responsáveis por valores incompatíveis devem esclarecer publicamente as discrepâncias.


Gênero

Durante a palestra de lançamento da TB, a platéia criticou o fato de os Conselhos Deliberativo e Fiscal da entidade serem compostos, em sua maioria, por homens. Entre os 17 membros desses órgãos, há apenas uma mulher, a ex-juíza Denise Frossard.

O mandato dos atuais conselheiros tem duração de dois anos, e a nova composição será feita através de eleição, com a participação dos sócios-participantes.

As pessoas físicas e entidades interessadas em integrar a Transparência Brasil já podem se cadastrar. A ficha de inscrição encontra-se disponibilizada no site da ABONG www.abong.org.br e, depois de devidamente preenchida, deve ser enviada à sede da TB, Rua Pamplona, 1.197, casa 4, São Paulo, CEP 01405-030; fax: (11) 884-0407.


O site da Transparência Brasil deverá ir ao ar no próximo dia 20/3 www.transparencia.rits.org.br. Entre outras informações, serão disponibilizados o estatuto da entidade e as atividades previstas e realizadas.

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