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informes - ABONG

76fevereiro de 2000

ONGS avaliam educação na América Latina e Caribe

A má qualidade do ensino substituiu a falta de vagas nas escolas públicas no processo de manutenção da exclusão social. Este foi um dos problemas apontados por Sérgio Haddad, presidente da ABONG, na avaliação que fez sobre a educação na América Latina nos últimos 10 anos, durante a Reunião Regional sobre Educação para Todos: Avaliação - ano 2000, que se realizou entre os dias 10 e 12 passados, em São Domingos, República Dominicana.


A reunião foi organizada pelo Fórum Consultivo Internacional sobre Educação para Todos, órgão criado para supervisionar o cumprimento das deliberações acordadas na Conferência Mundial sobre Educação para Todos, realizada em Jomtien, na Tailândia, em 1990. O Fórum é integrado pelo Banco Mundial, PNUD, Unesco e Unicef, que participaram do evento juntamente com representantes dos governos de 19 países da América Latina - entre eles o Brasil -, 22 do Caribe, Estados Unidos e Canadá, além de organizações internacionais, agências de cooperação e ONGs.


O objetivo da reunião foi fazer um balanço dos avanços e problemas na área da educação, além de preparar as propostas de recomendações para o período de 2000 a 2015 que serão apresentadas na Conferência Mundial, em Dakar, em abril próximo.


Exclusão social

Contrapondo-se às posições oficiais que apresentavam dados sobre "progressos" na área, os representantes das ONGs fizeram análises bastante críticas sobre a educação na América Latina.


Além de falar sobre o desafio de garantir escola pública de qualidade para todos, Sérgio Haddad apontou outros problemas, como o abandono da premissa da educação como um direito de todos, e não apenas de crianças em idade escolar; a desvalorização dos professores; e o aprofundamento da exclusão social: "Só se constrói democracia educacional com democracia social", disse.


Para Sérgio, os compromissos assumidos em Jomtien não foram cumpridos: "Não pusemos todas as crianças na escola e não reduzimos em 50% o número de analfabetos. Devemos, portanto, reconhecer este fracasso e renovar os compromissos com mais responsabilidade", disse. (Veja a íntegra da fala de Sérgio Haddad no site da ABONG).


Carlos Zarco, secretário-geral do Conselho de Educação de Adultos da América Latina e Caribe - Ceaal, criticou a ênfase "produtivista" que vem sendo dada à educação pública na América Latina, com o objetivo de formar "minorias qualificadas". Para ele, a influência da economia sobre a educação pode ser verificada pelo abandono da educação de adultos nos países latino-americanos.


Respondendo a algumas das intervenções da sociedade civil, o representante do Banco Mundial no encontro afirmou que o Banco está aumentando seu apoio aos instrumentos de "monitorização da qualidade do ensino", e que as decisões sobre os investimentos dependem das "prioridades escolhidas pelos governos locais".


Conferência em Dakar

Durante a reunião de São Domingos, ficou estabelecido que as Regionais da Unesco e Unicef promoverão um encontro com as ONGs da América Latina e Caribe para a elaboração de uma proposta de longo prazo de monitoramento dos compromissos que forem assumidos em Dakar.


Nos dois dias que antecedem a Conferência Mundial de Dakar, 300 ONGs de todo o mundo vão reunir-se no local para preparar sua intervenção no evento. Apenas 55 ONGs, indicadas pela Unesco, participarão da Conferência. A América Latina e Caribe deverão participar com três ou quatro organizações. Durante o período da Conferência, as ONGs envolvidas na Campanha Internacional pela Educação realizarão uma série de eventos paralelos.

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