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informes - ABONG

67novembro de 1999

Divulgados índices de corrupção em 99 países

A Transparência Internacional (TI) divulgou no último dia 26, os índices de Percepção de Pagamento de Propinas (IPPP) e de Percepção de Corrupção (IPC), que apontam, respectivamente, a propensão dos 19 principais países exportadores em pagar suborno para expandir seus mercados, e o grau de corrupção existente em 99 países.


O IPC é divulgado anualmente desde 1995 e baseia-se em pesquisas realizadas por institutos independentes junto a empresários, analistas de mercado e cidadãos sobre sua percepção da corrupção no setor público. A partir dos resultados dessas pesquisas são atribuídos pontos de zero a 10, de acordo com o grau de corrupção revelado. Este ano, Dinamarca foi considerada o país menos corrupto, entre os pesquisados, obtendo o máximo de pontuação. Em último lugar, com 1,5 ponto, apareceu Camarões.


O Brasil ficou na 45ª colocação, obtendo 4,1 pontos, mantendo a posição em relação ao ano passado, quando ocupava o 46ºlugar, num universo de 85 países pesquisados.


Para participar da pesquisa da TI, os países devem ter, no mínimo, três fontes independentes de dados.


Os corruptores

Divulgado pela primeira vez, o Índice de Percepção de Pagamento de Propinas (IPPP) classifica os 19 principais países exportadores, segundo a utilização de suborno como forma de assegurar mercado. Neste grupo, a Suíça obteve a melhor colocação, alcançando 8,3 pontos. A China foi a 19ª colocada, com 3,1 pontos. 
Para os integrantes da TI no Brasil, a tendência é que os governos 
dos países que não se utilizam desse "expediente" apóiem ações que coíbam a propina internacional, por estarem sendo prejudicados por ela. De acordo com a TI, em 1997 os Estados Unidos perderam US$ 170 bi em contratos por se recusarem a esta prática.


Corrupção e justiça social

Oded Grajew, do Instituto Ethos, uma das entidades que compõem a TI no Brasil, salientou a relação que se pode estabelecer entre os índices de corrupção e os índices de Desenvolvimento Humano da ONU, indicando que a corrupção gera nações socialmente carentes. Para Oded, as práticas de corrupção trazem prejuízos que se refletem no cotidiano da população. "Precisamos mostrar que problemas como a Febem, a violência e a má distribuição de renda, por exemplo, estão relacionados à corrupção", afirmou.


TI no Brasil

A partir deste ano, organizações da sociedade civil, intelectuais e profissionais liberais iniciaram a organização do escritório da ONG no País. O objetivo é propor formas de combate à corrupção, através de ações que possam inibir esta prática, e garantir o fim da impunidade. Para Sérgio Haddad, presidente da ABONG "A presença da TI no Brasil objetiva pautar o tema da corrupção junto à sociedade civil e a análise das suas nefastas consequências".


Fazem parte do grupo fundador da TI no Brasil a ABONG, Instituto Ethos, Comissão Brasileira de Justiça e Paz, Cives, PNBE e Associação de Juízes para a Democracia, entre outras.


A participação na Transparência Internacional - TI é aberta a todos os setores da sociedade, exceto representantes do Governo

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