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27/01/2004 a 2/02/2004

FSM 2005: e agora, Porto Alegre?

Depois de Mumbai, Porto Alegre não poderá refazer o mesmo - esta é a sensação dos que participaram ou acompanharam de longe essa quarta edição do FSM. Temos de avançar em novas propostas, que superem os limites que vinham sendo apresentados e que incorporem as novidades do FSM indiano. 

Nesse sentido, há quase um clamor por buscar indicativos, no contexto do FSM, sobre os temas mais convergentes e suas estratégias de ação. De um lado, o grande problema talvez seja como realizar tal proposta dentro do espírito da carta de princípios e do método FSM, buscando evitar a tendência freqüente de que alguns "iluminados" digam para as maiorias o que se deve fazer como estratégia de luta.

Por outro lado, tais convergências permitiram maior acompanhamento das temáticas indicadas pelos participantes do FSM, de suas estratégias de influência e transformação entre um Fórum e outro. Com isso, haveria um reforço da idéia do FSM como processo, contrapondo-se a do FSM apenas como um evento.

A busca das convergências não implica desconsiderar as divergências ou mesmo aquilo que se produz de novo no contexto do FSM, que ainda não ganhou relevância. E aqui se coloca um outro desafio: como dar expressão ao novo? 

Há ainda grande pressão por parte de um grupo considerável de instituições para mudar a periodicidade do evento global do FSM para dois anos. Alguns argumentam que não há fôlego para realizá-lo todos os anos, que não há recursos disponíveis e, por isso, os movimentos sociais de base terminam por ter menos condições de participação que ONGs e sindicatos. Outros argumentam que é preciso ter mais tempo para o trabalho político de base, na luta cotidiana por mudar a sociedade. Os que apóiam a manutenção da periodicidade anual, o fazem argumentando que seria um sinal de fracasso diante do Fórum Econômico de Davos, que há muitos anos mantém a sua periodicidade.

No entanto, a periodicidade do evento mundial depende de outros fatores, tais como o apoio ao deslocamento dos movimentos e dos atores dos países mais pobres; o tipo de FSM centralizado; o que se realiza entre uma edição e outra. Assim, a periodicidade deve ser considerada no contexto do FSM como processo, levando-se em conta todas as variáveis.

Por último, há de se definir o local do próximo FSM depois de 2005, em Porto Alegre. Há intensa vontade política para que seja na África, mas as condições para a sua realização ainda não estão dadas. (Por Sérgio Haddad).

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