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informes - ABONG

20/07/2004 a 26/07/2004

Painéis analisam a realidade brasileira e propostas

Com a presença de 1.778 delegadas - entre as quais, dois delegados de Minas Gerais e um, do Rio Grande do Norte -, e de aproximadamente 400 convidadas e observadoras - além de uns poucos observadores -, foi realizado, na tarde do dia 15 o primeiro painel da I Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres. A mesa contou com a participação da ministra Nilcéa Freire; de Sueli Carneiro, da Articulação de ONGs de Mulheres Negras Brasileiras e coordenadora executiva da ONG Geledés - Instituto da Mulher Negra; de Jacqueline Pitanguy, diretora do Cepia; e do chefe da Casa Civil, o ministro José Dirceu.

 

Sob o tema geral a Análise da realidade brasileira, avaliando as políticas realizadas e os compromissos assumidos pelo Estado brasileiro, a mesa salientou principalmente as problemáticas com as quais as brasileiras têm de conviver no seu cotidiano. "Nossos direitos estão sempre sendo questionados por ideologias que colocam em risco a vida das mulheres e que subvertem nossos sonhos e conquistas", enfatizou Sueli Carneiro. Para ela, é preciso, entre outros, que "haja o reconhecimento da dimensão racial que a pobreza tem no Brasil e a radicalização da democracia, com igualdade, diversidade, participação, solidariedade e liberdade".

Nilcéa Freira apresentou vários dados que configuram a situação das mulheres no país, lembrando que o Brasil continua sendo uma terra de jovens, "mas de jovens de cabelos brancos, ou seja, a expectativa de vida, principalmente das mulheres, aumentou. Logo, é preciso políticas específicas para a terceira idade."


Por sua vez, Jacqueline Pitanguy realizou um resgate da história de mais de 30 anos de feminismo no Brasil, frisando, ao final, a necessidade de se estabelecer publicamente a diversidade entre as mulheres - negras, lésbicas, idosas, ... "Isto é necessário para as nossas estratégias, bem como para encontrar um caminho entre o discurso e a realidade." 

Já o ministro José Dirceu considerou que os temas de interesse das mulheres já tinham sido contemplados pela mesa e se ateve a resgatar dados conjunturais, como os números das contas internas e externas do país. Porém, ao informar que teria que se retirar da mesa antes do debate com as presentes, deixou a sensação de ter fugido de questões que, seguramente, iriam ser colocadas pelas participantes.

No dia 16, cinco mulheres fizeram, no painel 2, a apresentação de propostas de diretrizes para a construção do Plano Nacional de Políticas para as Mulheres: a representante do Conselho Nacional das Mulheres Indígenas no CNDM, Dirce Veron; a coordenadora geral do SOS Corpo - Instituto Feminista para a Democracia e membro da Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB), Bethânia Ávila; a ministra Matilde Ribeiro, da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir); Nalu Faria, da coordenação da Marcha Mundial das Mulheres (MMM); e, por fim, Maria Laura Sales Pinheiro, secretária adjunta da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM). 

Em suas apresentações, foram lançados muitos pontos em comum, bem sintetizados em uma das análises de Bethânia: "Este processo exigirá muita capacidade de luta e nenhuma condescendência com este sistema que produz desigualdades".

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