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informes - ABONG

30/11/2004 a 6/12/2004

I Fórum Social Nordestino: um balanço

A sociedade civil organizada do Nordeste brasileiro realizou, no período de 24 a 27 de novembro, o seu primeiro Fórum Social Nordestino (I FSNE). Como já noticiado neste Informes, o evento foi uma iniciativa de redes, fóruns e movimentos sociais do Nordeste, com os objetivos de: colocar em debate os distintos enfoques, análises e propostas para um outro Nordeste, democrático e sustentável; dar visibilidade aos avanços, às novas dinâmicas e novas pautas das lutas sociais na Região; articular as dimensões globais e locais das lutas emancipatórias e antineoliberais - por um outro mundo possível. Diante disto, a Abong publica, em edição especial, o primeiro balanço deste Fórum, com depoimentos de Mônica Oliveira - diretora do Regional Abong Nordeste 1 e membro da Coordenação Colegiada do encontro -, e também as íntegras e/ou edições das principais matérias elaboradas por jornalistas responsáveis pela assessoria de comunicação do evento, disponibilizadas no site do FSNE (www.forumsocialnordestino.org.br).


Um balanço

A primeira edição do Fórum Social Nordestino foi um sucesso e alcançou os objetivos definidos. Esta é a avaliação das cerca de 25 redes de organizações e movimentos da sociedade civil que compõem a Coordenação Colegiada do encontro, que reuniu na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), com base em um primeiro levantamento, 8.357 pessoas. 

Conforme Mônica Oliveira, diretora do Regional Abong Nordeste 1 e membro da Coordenação Colegiada do Fórum, a mobilização realizada para o FSNE conseguiu garantir a participação dos nove Estados da Região e das mais de 8 mil pessoas, sendo que o evento estava previsto para 5 mil participantes. Além disso, uma enorme diversidade de movimentos marcou o Fórum - sem-terra, indígenas, mulheres, negros, crianças e adolescentes, gays, lésbicas, ONGs, etc. Foram realizadas mais de cem oficinas e cerca de 40 seminários. "Mas para além dos números, entendemos que o FSNE inaugura um espaço de articulação e mobilização das diversas forças políticas do campo da esquerda na Região, espaço este que vinha fazendo falta à atuação deste campo", avalia Mônica. Ela salienta que o FSNE trouxe para a(s) pauta(s) do dia questões de relevante importância para o Nordeste, nos temas Desenvolvimento, Radicalização da Democracia e Afirmação dos Movimentos Sociais, tratando-as em conexão com a agenda nacional do Brasil e com as lutas globais de resistência e combate ao neoliberalismo, que hoje estão representadas no processo do Fórum Social Mundial. 

Nesse sentido, grande parte das problemáticas específicas da Região Nordeste foi devidamente debatida e visibilizada, na opinião de Mônica. Entre as questões que tiveram grande relevo, destacaram-se: a transposição do Rio São Francisco - com a indicação de que seja realizado um plebiscito contra esta decisão; a luta pela terra, abordada principalmente por sem-terras, indígenas e quilombolas; a convivência com o semi-árido; avanços, retrocessos e desafios para a participação popular nas políticas públicas; articulação e atuação conjunta das diversas redes e movimentos sociais. "É claro que muito caminho há que se trilhar, mas visualizamos no Fórum Social Nordestino um salto qualitativo no sentido do enfrentamento dessas e de outras questões, tais como a superação das desigualdades de gênero e raça, a questão da legalização do aborto, bastante divulgada pelo movimento de mulheres, e a questão da comunicação como direito, assim como a luta pela democratização dos meios", ressalta.

E a diversidade social regional foi bem retratada em muitas ações ocorridas no FSNE. Por exemplo, no dia 25, mais de 10 mil pessoas realizaram uma passeata pelas ruas do Recife. "Foi um momento privilegiado para a visualização da diversidade presente ao FSNE", analisa Mônica. "Com o tema "Um Outro Nordeste é Possível... sem Violência", os mais diversos movimentos e organizações se fizeram ver e ouvir." Também nas atividades autogestionadas ficou destacada a diversidade: no Fórum, aconteceram oficinas e seminários promovidos por ONGs, movimentos de juventude, movimentos de mulheres, movimento negro, movimentos de reforma urbana, movimentos indígenas. 

"Assim, com este primeiro Fórum Social Nordestino, inauguramos um processo/espaço permanente para a discussão das questões do Nordeste - e isso é algo de grande valor político, na conjuntura difícil que temos enfrentado", observa a diretora do Regional Abong. "Esse processo, além de visibilizar as problemáticas, favorece o diálogo entre os sujeitos que atuam direta ou indiretamente sobre elas, apontando possibilidades de atuação conjunta, em torno de eixos comuns, como modelos de desenvolvimento, democracia, articulação dos movimentos sociais." Mônica lembra, ainda, que o esforço de trabalhar a cultura como canal de resistência política dos movimentos sociais e das camadas populares é algo que ainda trará outros frutos, pois trouxe para todos e todas presentes no Fórum um grande aprendizado. "Enfim, a sociedade civil está erguendo sua voz para dizer, em alto e bom som, que deseja construir esse outro Nordeste, enfrentando o descaso e a falta de compromisso dos governantes".

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