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informes - ABONG

30/11/2004 a 6/12/2004

Reconhecer a diversidade para a construção da radicalidade democrática

A primeira saudação aos(às) integrantes do I FSNE aconteceu no dia 24, durante a sessão de abertura, com o tema Diversidade e radicalidade democrática. A mesa foi composta por Sérgio Haddad, diretor de relações internacionais da Abong, secretário executivo da Ação Educativa e membro do Secretariado Internacional do Fórum Social Mundial; Aluízio Matias dos Santos, do CDHMP e da Coordenação do Fórum Social Potiguar (FSP); e Sílvia Camurça (SOS Corpo e da AMB), da Coordenação Executiva do Fórum Social Nordestino.

De acordo com Sérgio Haddad, os Fóruns surgiram como uma exigência do contexto histórico - a partir da vitória do capitalismo contra o socialismo. "A globalização econômica levou essa lógica capitalista e neoliberal para todo mundo. Nos foi imposto esse modelo, amparado por uma rede de organismos internacionais, que só tem produzido mais pobreza, exclusão e destruição. A sociedade está reagindo se contrapondo à globalização, ao imperialismo norte-americano e à política de guerras. O Fórum Social Mundial é uma forma de fazer política de resistência, é um espaço de debate e colaboração".

Ele afirmou ainda que os fóruns sociais são espaços desvinculados de partidos políticos e governos, mas não se colocam contra os poderes públicos ou instâncias partidárias: "Aqui, as pessoas se unem para dizer que querem outro mundo e essa força transformadora está na sociedade civil. Elas se adicionam à atuação dos partidos e querem contribuir com o poder público".


Rumo a Porto Alegre

Haddad disse que a delegação do Nordeste chegará ao Fórum Social Mundial muito mais preparada e deve procurar discutir não apenas os problemas da sua Região, para não se isolar. "O Nordeste está inserido no mundo e o contato com outros movimentos pode ampliar sua visão de realidade. Por isso os fóruns se complementam", sentenciou.


Aluízio Matias, do Fórum Social Potiguar, aproveitou a abertura do FSNE para anunciar que a terceira edição do FSP, entre 16 e 19 de dezembro, em Mossoró, no Rio Grande do Norte integra a rede nordestina. A proposta é enraizar cada vez mais o processo no interior do Estado e levar debates em torno de temas de interesse da sociedade civil para os movimentos populares, que muitas vezes não têm como participar dos demais fóruns. "Já conseguimos uma vitória a mais: congregar todo a Região para discutir o Nordeste nessa perspectiva local e global", concluiu Aluízio. 
Sílvia Camurça reforçou que o I FSNE é um espaço de convivência e diálogo entre as diversas formas que os movimentos sociais têm de fazer política, mantendo sua autonomia e identidade. Ela também enfatizou a importância da articulação entre a sociedade civil por meio dos diversos movimentos (feministas, homens e mulheres rurais, juventudes, negros e negras, etc.) que constroem a radicalidade democrática. Esse espaço também se constitui em possibilidade de aglutinação das agendas, contribuindo assim para a ampliação do conceito de democracia que conhecemos, formulando o conceito da democracia radical que queremos.


"O Fórum Social Nordestino traz o respeito às divergências políticas, mas todos e todas possuem uma coisa em comum: são contra o neoliberalismo, são a favor dos direitos humanos, a favor de uma outra forma de economia; ou seja, estão de acordo com a carta de princípios do FSNE".

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