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30/11/2004 a 6/12/2004

Conferência mostra desafios dos movimentos sociais no Nordeste

Os desafios dos movimentos sociais foram a pauta da terceira conferência do Fórum Social Nordestino, realizada no dia 26, com o tema Afirmando Movimentos Sociais no Nordeste. A mesa foi composta por quatro nomes importantes do cenário nacional na luta e pesquisa dos movimentos sociais: Messias Melo, diretor executivo nacional da CUT; Gloria Diógenes, doutora em Sociologia da Universidade Federal do Ceará e do Projeto Enxame; Gilmar Mauro, membro da Coordenação Nacional do Movimento Sem Terra; Maria da Glória Gohn, doutora em sociologia, titular da Faculdade de Educação/Unicamp e da Uninove (SP).

Entre os principais desafios analisados pelos(as) expositores(as) estavam a formação da base dos movimentos sociais, a retomada da consciência de classe e da relação capital/trabalho, como elemento fundamental para compreender o objetivo final das lutas sociais.

Maria da Glória Gohn destacou que é preciso ter claro qual o projeto político e o modelo de sociedade que os movimentos querem construir, frisando que é preciso dialogar com todas as linhas e observar para não ceder às idéias que prejudiquem a consciência deste projeto político. Messias Melo, por sua vez, falou da história da CUT e do seu contexto em buscar alianças com os demais movimentos sociais. Já Glória Diógenes relatou a experiência do projeto Enxame, desenvolvido em Fortaleza, e que "trabalha com o que há de mais revolucionário em todas as partes do mundo, que é a juventude. Canalizamos o potencial de mudança intrínseco à juventude, mas que pode estar sendo desperdiçado".


Uma nova comunicação

Gilmar Mauro, que milita no MST desde 1985, lembrou que é preciso conjugar táticas pontuais com o projeto político e reconheceu que se trata de uma tarefa difícil. Com base em uma análise internacional da evolução da esquerda durante o século passado, ele apontou que o grande problema dos movimentos está na formação de base, que é deficiente e estagnada, ao contrário do que acontecia nas décadas de 1970 e 1980. 

A proposta do coordenador do MST para fortalecer as bases dos movimentos foi um projeto alternativo de comunicação, por meio de rádios comunitárias e populares, teatro, cinema popular e outras formas de comunicação que atinjam o conjunto da população. "A correlação de forças que temos hoje é desfavorável. Não temos mais a lógica de disputa de projeto político para a sociedade, como tínhamos com os blocos socialista e capitalista. Precisamos reascender essa disputa, e para isso é fundamental um projeto de comunicação, que trabalha com a arte e a educação, para formar o novo militante socialista que vai encampar as lutas".

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