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informes - ABONG

25/04/2006 a 8/05/2006

Integrantes do comitê organizador do II FSM avaliam evento

Em 23 de abril, último dia da do Fórum Social Brasileiro - o Fórum de Abril -, três integrantes do Comitê Organizador deste segundo evento fizeram, para o Informes Abong, suas avaliações.

No processo do II FSB, a Abong teve a participação da sua diretora de fortalecimento e desenvolvimento institucional, Taciana Gouveia, no Comitê Organizador, e da diretora do Regional Abong Nordeste 1, Mônica Oliveira na coordenação ampliada do Fórum. "Este Fórum teve várias dificuldades para sua construção: as financeiras, que refletiram na estrutura, foi uma delas", contou. "Porém, o fato de ter ocorrido um Fórum com um caráter tão popular, com a participação determinante dos movimentos populares, demonstrou que mesmo na situação de dificuldade de recursos, os movimentos investiram em vir e participar do FSB", destacou Mônica.

Contudo, o formato autogestionário, por ser novo e experimentado neste nível de profundidade pela primeira vez, trouxe dados muito positivos, mas também trouxe muitos limites, na opinião de Mônica. Segundo ela, a responsabilidade da organização do FSB era ceder o espaço; o restante, ficou por conta de quem inscreveu a atividade. Quando as atividades não aconteciam, as pessoas procuravam o CO. "Mas nós não tivemos governabilidade sobre isto, o que é um aprendizado: o formato autogestionário é muito importante, muito democrático, mas precisamos também criar mecanismos que de alguma forma evite este desgaste."


Violência

Para Salete Valesan Camba, membro do CO e diretora de relações institucionais do Instituto Paulo Freire - ONG que com o SOS Corpo - Instituto Feminista para a Democracia foram responsáveis pela secretaria do II FSB -, o II FSB conseguiu criar um espaço de interlocução e intercâmbio muito importante, o que também foi alcançado com o I Fórum Social Nordestino. "E a cultura popular mostrou de onde vem a força".

Mas segundo Salete, o acidente com a polícia no final da marcha de abertura poderia ter sido evitado. "Houve uma reação desnecessária do policial, pois estávamos preparados para cuidar de quem estava na marcha, e eles tinham de cuidar para que a marcha acontecesse com tranqüilidade. E nada justifica o fato de ter pego a arma e sair atirando, o que aconteceu ao lado do grupo de crianças sem terrinha, sentadas próximas do caminhão de som, onde aconteceram os tiros". Pelo menos dois membros do MST foram gravemente feridos.

Naquela mesma noite, o Comitê Organizador do II FSB lançou uma nota de repúdio à violência. Em 22 de abril pela manhã, o MST - principal acusado - recebeu a incumbência de quem encontrou a arma do policial de devolvê-la a dois parlamentares da Comissão de Direitos Humanos, que assumiram o compromisso e a responsabilidade de dar andamento ao inquérito que irá apurar o ocorrido.


Acerto político

"Com todas as dificuldades, avalio que o FSB acabou se revelando como um acerto político muito grande, porque, de fato, foi um espaço de reflexão, com as diferentes visões e aspectos do cenário que nós vivemos", ressalta Messias Melo, diretor executivo da Central Única dos Trabalhadores (CUT) nacional e também integrante do CO. Para ele, além de fatos já comentados por Mônica e Salete, o próprio tema do Fórum - caminhos para um outro mundo possível - a experiência brasileira - uniu, de um lado, as pessoas para discutir. "De outro, para reafirmar que existem vários caminhos para a reconstrução de um Brasil mais justo, com menos desigualdades, com mais inclusão, com democracia de forma larga e ampla." www.fsb.org.br

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