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informes - ABONG

31/07/2007 a 13/08/2007

Opinião - Salvador se despede do II Fórum Social Nordestino

A segunda edição do Fórum Social Nordestino (II FSNE) chegou ao seu fim no último dia 5 de agosto, domingo, depois de quatro dias intensos de atividades e encontros. Na Praça Castro Alves, em frente ao Teatro Gregório de Mattos, onde se encerrou o evento, os ônibus saíram um a um e voltaram para seus lugares de origem, nos quatro cantos do Nordeste. Comunidades e povos tradicionais (quilombolas, pesqueiras, extrativistas), movimentos GLBTs, movimento feminista e de mulheres, movimento negro, organizações voltadas para crianças, adolescentes e jovens, grupos culturais, pessoas com deficiência ou ainda pessoas vivendo com HIV/Aids foram alguns dos membros compondo as caravanas nordestinas, apoiadas pelo fundo de apoio aos movimentos sociais, que foi incluído no projeto do FSNE.

O II FSNE, assim, apareceu como um evento popular e democrático, com representação variada e qualificada de diversos movimentos sociais da Região e do Brasil. Por outro lado, a movimentação não chegou à altura das previsões: das 8 a 10 mil pessoas esperadas, cerca de 4 mil se fizeram presentes. Apesar da participação importante e marcante de diversas delegações, a exemplo do Ceará e de Pernambuco, a Bahia curiosamente, e principalmente Salvador, estiveram menos presentes do que se esperava. Coincidência com outros eventos do movimento social ou de partidos, incorporação de parte dos/as integrantes dos movimentos sociais pela nova estrutura de governo no Estado e nos municípios, incômodo em relação à questão da transposição do Rio São Francisco que opõe governo e sociedade, crise de sustentabilidade das organizações ou simplesmente uma política de comunicação tardia e limitada... Esses foram alguns dos argumentos apontados para explicar as dificuldades enfrentadas na mobilização da sociedade civil. Talvez todos estejam válidos, mas o fato é que o ocorrido deve ser tomado em conta na construção de próximos passos do processo dos fóruns sociais, no âmbito regional ou mesmo nacional.

As dificuldades não impediram de os diversos movimentos sociais e culturais presentes se articularem e darem visibilidade a posicionamentos políticos para a Região. E o principal, sem dúvida, foi a questão da transposição do Rio São Francisco. Já na abertura do Fórum, a marcha levou como símbolo da luta e de um outro modelo de desenvolvimento para a Região uma carranca de madeira, de proporções jamais vistas: 4 metros de altura e cerca de 3 toneladas de peso. De autoria do artista José Flávio Mota, que foi aluno do mestre Guarani, a obra seguiu depois para a entrada da Universidade Federal da Bahia, onde aconteceu a maior parte das atividades...

De forma unânime, as organizações que participaram do debate sobre a questão do maior rio nordestino manifestaram-se “contrárias ao Projeto de Transposição de águas do Rio São Francisco, renomeado “Projeto de Integração de Bacias”. Em seu lugar propõem medidas alternativas que configurem um outro modelo de desenvolvimento, calcado das potencialidades locais, centrado na pessoa humana e apropriado ao meio-ambiente. Só assim, poderá ser saldada a dívida histórica que o Brasil tem com o Nordeste.”

A Abong, seus regionais e suas associadas mostraram uma dinâmica expressiva no II FSNE, propondo e organizando em conjunto com suas parceiras atividades sobre diversas temáticas, como as que discutiram as relações entre Estado e sociedade civil – marco legal, democracia e financiamento público de ações para a cidadania, reforma do sistema político, diferentes aspectos da comunicação e mídia e criminalização dos movimentos sociais, educação popular, racismo, sexismo, juventude e cultura, a vida das pessoas com deficiência, enfrentamento da violência contra crianças e adolescentes, redução de danos, segurança alimentar, participação em conselhos, entre outras. Outras articulações e redes temáticas também aprofundaram essas e inúmeras outras questões. A Assembléia Popular realizou uma reunião preparatória da segunda assembléia nacional, que ocorrerá em Brasília no mês de outubro.

O II Fórum Social Nordestino, para eles e elas, assim como para muita gente, conseguiu dar visibilidade e valorizar a articulação do Nordeste, conferindo dinamismo e permeando o diálogo democrático.

Saiba mais: www.forumsocialnordestino.org.br

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