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informes - ABONG

31/07/2007 a 13/08/2007

Oficina discute feminismo e agroecologia

Feminismo e agrocologia: as experiências das trabalhadoras rurais foi o tema da oficina proposta pelo GT de mulheres da Articulação Nacional de Agroecologia (ANA), vinculada ao Eixo 1 do II FSNE. Cerca de 35 pessoas participaram da atividade, proposta para compartilhar experiências de agroecologia com o recorte de gênero.

Com o tema da agroecologia, foi feito um paralelo entre a sustentabilidade dos produtores e produtoras rurais e o desenvolvimento sustentável. O feminismo foi explicado como a manifestação de um movimento político pela igualdade de gênero e, então, desenvolvida a idéia da transição que se pretende na agroecologia, sendo pautadas neste contexto as questões feministas, marcando uma posição contra-hegemônica ao patriarcado e o capitalismo.

Foi salientado que as mulheres nunca tiveram acesso à tecnologia e meios de produção, reafirmando uma lógica perversa de dependência. Nesse sentido, e pensando sob a ótica do feminismo e agroecologia, não interessa à mulher produtora rural a garantia de produção sem que haja a superação das desigualdades de gênero. “Não nos interessa uma mesa farta e um olho roxo. Precisamos enfrentar o patriarcado, a violência e a construção de gênero”, avisou Marli, da Casa da Mulher do Nordeste.

Um relato sobre a experiência desenvolvida no Assentamento de Mulungunzinho, de Mossoró (RN), pertencente à rede Xique-Xique de Comercialização Solidária mostrou que, em 1999, o grupo de mulheres do assentamento, em busca de um espaço de exposição de suas demandas nas assembléias, passou a convencer os homens a votarem em mulheres para os cargos representativos. Com a conquista desses espaços, começaram a pensar numa nova forma de geração de renda para as mulheres. “O trabalho que desenvolvemos representa tanto uma transformação de ver o mundo diferente e também de ver algo que se está construindo e uma nova relação com os homens”.

Outra experiência foi relatada por integrante do assentamento Dandara, em Camamú, baixo sul da Bahia – iniciado em 1997, e já no ano seguinte composto por 70 famílias. Com a ajuda do Serviço de Assessoria a Organizações Populares Rurais (Sasop), conseguiram construir uma coletividade, que militou na necessidade de ampliar a discussão com homens e filhos. A partir daí, desenvolvem um trabalho de ir a outras comunidades, falar sobre segurança alimentar. “Se soubéssemos a força que temos, não seríamos dominadas”.

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