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informes - ABONG

31/07/2007 a 13/08/2007

Para um outro desenvolvimento no Nordeste

Quatro conferências lotaram salas no II FSNE, no dia 4 de agosto. Entre elas, esteve no centro das discussões o Desenvolvimento no Nordeste: Democrático, solidário, socialmente justo e ambientalmente sustentável, conferência que articulou os Eixos 1 e 3 do II FSNE.

Magnólia Said, integrante da direção executiva colegiada da Abong, foi a primeira de três conferencistas e abordou as questões históricas presentes no modelo de desenvolvimento implementado ao longo das décadas na Região Nordeste do Brasil. “Existe um único modelo implantado no país, gestado no Consenso de Washington, há quase 20 anos, materializado em medidas de ajuste”, criticou. De acordo com ela, era possível inserir o Brasil na globalização de maneira diferenciada, com autonomia. “Collor inaugurou esse momento sem um projeto de Nação. Fernando Henrique continuou e Lula tratou de aprofundar e consolidar, realizando as reformas que FHC não conseguiu. Vivemos hoje sob o jugo de uma sociedade do mercado.”

O modelo de desenvolvimento em curso, para Magnólia, se expressa no Nordeste de várias formas, como na realização de grandes obras e em um turismo predatório associado a estas. O Prodetur é um exemplo concreto dessa visão: “foi criado pela Sudene, em 1991, sob iniciativa e influência dos governadores nordestinos, para dinamizar a economia local, com recursos e orientação do BID. E passou a ser um dos grandes responsáveis pelos efeitos perversos da atividade turística sobre a vida das mulheres, já que esses projetos são realizados sem participação, sem planejamento integrado e sem estudos de impacto social, cultural, racial, étnico e de gênero.”

O modelo se expressa também, segundo Magnólia, transformando a questão social numa questão de mercado, “como a nova versão da Reforma Agrária – pela compra de terras”, e a questão da pobreza, numa questão administrativa, “com o bolsa-família, ambos disseminados no Nordeste.”

Diante desses e outros fatos, como a privatização da água, a diretora da Abong considerou que o país está diante de uma crise social, ambiental e de valores sem precedentes, na qual o Nordeste se situa com algumas peculiaridades: “Vivemos numa Região onde a população de desempregados e subempregados é super-explorada; onde se pratica um racismo exacerbado contra a população negra; se exerce uma violência desmedida contra as mulheres, se usurpa os territórios das populações indígenas e quilombolas; onde se massacra, em especial, crianças e adolescentes”, frisou. “Precisamos desmistificar as grandes obras como redentoras da pobreza: São Francisco, siderúrgicas, complexo Rio Madeira, hidrelétricas, agrocombustíveis. Para tanto, é necessário conhecimento para informar e dialogar com a sociedade.”

Luiz Cláudio Mandela, da Cáritas Brasileira, apresentou vários dados sobre água e terra no Brasil, que comprovaram, entre outros, que a transposição do Rio São Francisco não deve ser realizada. “É importante utilizar o que está disponível, revitalizar, criar um plano de gestão”, ressaltou. E ao resgatar como se deu a ocupação das terras no Nordeste, salientou: “Tem-se aqui o pressuposto que há uma questão agrária no Nordeste que justifica a ação e a luta de todos os movimentos sociais para a perspectiva de um outro desenvolvimento.” E Mauricio Aroucha, da Agendha, mostrou experiências exitosas que vem sendo implementadas por organizações e movimentos populares, na perspectiva de construir um outro modelo de desenvolvimento sustentável e solidário.

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