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informes - ABONG

31/07/2007 a 13/08/2007

Todas e todos contra as discriminações e pelos direitos humanos

No final do dia 4, outras duas conferências marcaram o II FSNE, entre elas, a que teve como proposta de debate Contra todas as formas de discriminação pela garantia dos direitos humanos, vinculada ao Eixo 6 do Fórum. A mesa contou com três conferencistas.

Damien Hazard, da direção colegiada do Regional Abong Nordeste 2 e coordenador de Vida Brasil – Bahia, analisou a acessibilidade e o acesso aos direitos para as pessoas com deficiência. Conforme ele, até pouco tempo a palavra acessibilidade ainda era desconhecida pela maioria das pessoas, apesar de dizer respeito a todas. Nesse sentido, ele salientou que a questão da deficiência tem dimensões racial, regional, geracional e de gênero. As pessoas com deficiência encontram-se em proporções maiores nas populações negra e indígena, mas também nas mulheres, na população nordestina e nas pessoas idosas; “16,7% da população nordestina é de pessoas com deficiência – a maior proporção por Região no país –, 18% no Ceará. A cada seis pessoas, uma possui algum tipo de deficiência: física, intelectual, visual, auditiva, múltipla.”

Há também uma relação estreita entre pobreza e deficiência. “A deficiência muitas vezes é causada por problemas de saúde e da violência urbana, que afetam as populações mais pobres. E as pessoas com deficiência estão entre as mais excluídas do sistema educacional, do trabalho, dos espaços das cidades”, avaliou Hazard. “A sociedade é que tem de se transformar.”

Vilma Reis, do Ceafro – Educação e Profissionalização para a Igualdade Racial e de Gênero, por sua vez, evidenciou fatos da luta contra o racismo, a questão étnico-racial no Nordeste e a exclusão social. “As pessoas parecidas comigo estão em lugares subalternos, estão sendo violadas”, denunciou, ressaltando a importância de o II FSNE acontecer em Salvador, onde 83% da população é negra. Alertando sobre diferentes situações de discriminação racial, ela também destacou o atual extermínio da juventude negra – e o enfrentamento de “um debate monolítico sobre a redução da idade penal” e lutas das populações quilombolas, inclusive contra sistemas como a Rede Globo.

Por fim, Carmen Silva, do SOS Corpo – Instituto Feminista para a Democracia fez diversas reflexões sobre identidade sexual e identidade de gênero, patriarcado e homofobia. Ela pontuou que o mundo foi separado em países, por meio das guerras e dos povos belicamente mais fortes. “Os outros povos e a mulher eram “o outro”. Este tipo de pensamento foi justificado para a dominação, fazendo com que o outro diferente fosse menos.” Ela lembrou que o Brasil foi organizado como colônia de produção e, para tal, houve o seqüestro de pessoas na África para fazerem trabalho escravo, além da tentativa de escravizar populações indígenas, em grande parte exterminada. “Os direitos humanos têm de ser vistos como universais, mas reconhecendo as diferenças.”

 

Saiba mais: www.vidabrasil.org.br www.ceafro.ufba.br www.soscorpo.org.br

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